Notícias de Mogi Mirim e Mogi Guaçu

“Quem está mentindo nesta terra?”

Vereadora questiona o porque de tantas informações desencontradas acerca da crise na Santa Casa.

Durante sua fala na tribuna, a vereadora Maria Helena Scudeler afirmou que a prefeitura – juntamente com o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e o Departamento Regional da Saúde, que fica em São João da Boa Vista – sabiam da transferência de recursos da Santa Casa para uma outra conta bancaria, que não era a da entidade.

Em entrevista ao blog, durante o intervalo da sessão da Câmara, a vereadora – que estava com os pé quebrado devido a um acidente doméstico, explicou o porque dos questionamentos ao microfone.

Eu disse, há duas semanas atrás, que [estava estampado] em vários jornais, que a administração da Santa Casa transferiu dinheiro público para conta de particulares. Neste final de semana, nós estivemos [reunidos] com vários membros da Santa Casa, inclusive com o Dr. [José Carlos] Furigo e vários vereadores – Tiago Costa e Marcos Antonio Franco (Marcos Gaúcho), explica. Ela ainda afirma que, quando foi feita essa transação, “foi comunicado ao DRS ( Departamento Regional da Saúde) foi avisada à prefeitura municipal e ao TRT, que é a justiça do trabalho. Esta coisa toda que fizeram, tinha o conhecimento deles [prefeitura].” Segundo ela, esse repasse ocorreu há 09 meses atrás, em julho de 2018. Além disso, a dívida total do hospital é de R$ 36 milhões de reais, e não de R$ 52 milhoes, como está sendo divulgado.

Sobre a construção do novo hospital, anunciado na última semana pelo prefeito, Maria Helena é enfática. “80% da população não tem plano de saúde. Ninguém aguenta mais pagar pĺano de saúde. O caro não é levantar o hospital, é a sua manutenção. O CEM não tem infectologista ou mesmo neurologista. As UBS também estão em falta de profissonais, seja pediatra ou clinico geral.” A reinvidicação é para que se faça a manutenção da saúde básica, que a demanda da Santa Casa seja menor. “Ele [prefeito] nunca ligou para as UBS. Mesmo o UPA (construído recentemente) já está reformando, não dão conta nem do pronto atendimento. Eles tem uma estrutura pequena, que já estão ampliando.”

Para ela, o ideal é que se valorize o pronto atendimento e se ajude a Santa Casa. “Nós não precisamos de um novo hospital, nossa população não cresce assustadoramente. [Que se] reequilibre as finanças da Santa Casa.” Haverá, no dia 24 de abril, juntamente com a Federação das Santas Casas, a possibilidade do FGTS do trabalhador ser distribuido entre as 600 unidades que estão nessa condição financeira. Só de juros, atualmente, a entidade de Mogi para cerca de R$ 450 mil mensais.

Nós temos tudo lá [no hospital]. Só de centros cirúrgicos são cinco ou seis, sem contar a ampiação da UTI adulta. O filé-mignon vai ser sempre o [hospital] 22 de Outubro. Não é porque se constrói um hospital novo que vai ter, necessariamente, um convênio médico”, finaliza.

Maria Helena Scudeler de Barros durante sessão na última segunda-feira; para ela, há muita coisa a ser explicada pela adminstração municipal. Foto: Lúcia Maroni/Olá Mogi.

Jornalista responsável: Lúcia Maroni (MTB 0079158/SP)

Email: redacao.olamogi@gmail.com

Olá! Mogi Jornal Online

O objetivo desse jornal online é trazer informações de natureza geral para os mogimirianos! E, principalmente, ter nos próprios leitores os principais parceiros na construção de nossas pautas e no fortalecimento deste espaço de informações e notícias.

Portanto, amigos leitores, estejam conectados ao Olá! Mogi Jornal Online e se sintam à vontade para fazer contato com a redação para tirar dúvidas, fazer sugestões, criticas, elogios ou mesmo enviar conteúdos de natureza jornalística para publicações, que após serem checados poderão ser publicados.

Comentários no Facebook

Deixe uma resposta