Notícias de Mogi Mirim e Mogi Guaçu

Mudanças à vista – e não só para o Parque das Laranjeiras

No último dia 24 foi liberada para a cidade uma verba de aproximadamente R$ 20 milhões de reais – anunciada no dia 15 pelo também vereador Thiago Costa durante Sessão da Câmara – sendo que pouco mais de R$18 milhões serão destinados ao Parque das Laranjeiras. O vereador Luís Roberto Tavares (Robertinho), que é uma das principais bandeiras do bairro, em entrevista ao blog, explica como vai ser feita a distribuição desses recursos, além de abordar outros assuntos. A seguir, os principais trechos da entrevista, concedida em seu gabinete na última quinta-feira.

Distribuição da verba
“No projeto que ele (prefeito) fez, que é um emprestimo, grande parte [dessa verba] seria destinada ao [Parque das] Laranjeiras. Porém, o prefeito também disse que ia usar o dinheiro para recapear outras ruas, como no [Jardim] Murayama, por exemplo. No Laranjeiras são 52 ruas, e eu acredito que devam ter [por volta de] 22 ou 23 ruas asfaltadas, sendo que duas estão pela metade. Faltam 25 ruas pra terminar. Esse dinheiro, porém, só vai até a rua 30 – que é até onde vai ser regularizado – , não vai ser para o bairro todo”.

Moradias irregulares
“A maioria das casas que estão lá foram construídas pelos moradores mesmo. [Porém] existem algumas áreas de preservação que o loteador não vendeu, e essas [áreas] que foram invadidas. A prefeitura está desalojando essas pessoas (duas casas vazias foram derrubadas recentemente). Eu estive lá na quinta-feira passada (18) com outros secretários e também com o promotor da Infância e Juventude da cidade. Agora está sendo feito esse acordo para a retirada desse pessoal. Aos poucos eles estão saindo e sendo removido para o CRAS”.

Infra – estrutura
“Em geral, nem todas as ruas tem esgoto. Algumas das ruas (16, um trecho da 17, 18, 19, 20 e parte da rua 21) foram asfaltadas pelo [ex-prefeito] Gustavo Stupp e já tinham iluminação e rede de esgoto. Até a Rua 30 o que falta é somente o asfalto. Daí pra frente elas não tem tubulação ainda, mas tem água e iluminação. Pra se chegar ao bairro todo, precisa encaminhar as reguamentações [das casas]. A ideia é que as reuniões nesse sentido comecem na próxima semana, com uma frente parlamentar composta de seis vereadores”.

Atenção a outros bairros
“Nesse caso aí [de ajudar outros bairros] a prefeitura pode fazer com verba do município. No [caso do] Laranjeiras pelo tamanho do problema e pelo valor, foi preciso por conta do tempo (o bairro é de 1982) que já estão esperando, o que acabou se tornando um problema de saúde pública, já que não tinha asfalto, água ou esgoto.”

Recapeamento
“Na próxima sessão, vou convocar um profissional da prefeitura para explicar essa questão, já que houve um recapeamento de várias ruas (o centro foi um dos principais locais) mas o material usado não tem muita vida útil. Existe asfalto ecológico, que é mais caro, mas que tem um tempo de vida útil bem maior, cerca de 5 a 10 vezes mais que o utilizado hoje. É dinheiro jogado fora, ao meu ver.”

Zona Azul
“O prefeito aproveitou a regulamentação [do serviço] e aumentou o número de vagas para motos – que era um pedido nosso – mas também aumentou [consideravelmente] o número de vagas para os carros. Essas vagas praticamente dobraram. Então a gente (sic) vai questionar o porquê disso, já que acaba virando uma indústria de multas. Existem outras formas de arrecadação – trazendo industrias para a cidade, por exemplo – sem ser essa”.

Fechamento de empresas
“O problema é um pouco mais abrangente, já que o país está assim. O município [também] começou a aplicar a multa e aumentar [os] impostos, que aconteceu no governo anterior do prefeito Carlos Nelson (2008 – 2012) então o metro quadrado aumentou bastante. O valor que eu pago de imposto onde eu moro (Mogi Mirim II) é semelhante ao cobrado no centro de Mogi Guaçu, mesmo sendo uma cidade maior do que aqui.”

Taxa de iluminação
“Ela foi criada em 12 de dezembro de 2013, e já nasceu [com a forma de cobrança] errada. Aqui o valor é cobrado sobre o que você consome. Atualmente, a prefeitura deve ter uns R$12 milhões em caixa, que só podem ser utilizados para a iluminação publica. Se tem todo esse dinheiro, é porque estão cobrando demais. Então a ideia é reduzir esse valor [de cobrança], já que ele não pode ir pra outro lugar além do qual ele já está destinado. Retirar esse projeto compete ao prefeito, e é essa a nossa cobrança.”

Utilização de prédios antigos
“O prédio da Avenida Santo Antonio (que estava para ser derrubado em dezembro do ano passado e acabou gerando um imbróglio jurídico), ia se tornar um anexo ao Centro Cultural. Mas aí nós [vereadores] pedimos pra que seja utilizado de outra maneira; e quando veio o relatório do Centro Histórico, ele foi desfavorável ao prefeito. Não vai poder ser derrubado sem ter um projeto feito. [Eventualmente] poderia ser usado por outras secretarias ou mesmo pelo Corpo de Bombeiros”.

Robertinho também falou sobre a recente aprovação do tombamento da Casa Rosa, construção de 1910 que fica na Rua Doutor João Teodoro, centro. “A prefeitura fez o projeto de lei, mas possívelmente o restauro fica a cargo do Sincomercio”. Ele lamenta o fato dessa lei não ter evitado outras demolições, como a do Casarão Amarelo, na praça Floriano Peixoto. “A lei [de tombamento] sempre existiu, mas não houve iniciativa [pra salvar a casa]. E não é só Mogi Mirim que perde. Não existe na cidade mais construções que possam ser restauradas”.
Sobre uma possível extinção do seu partido, o Patriota – que não atingiu a cláusula de barreira – e pode até mesmo se fundir a outros, ele é cauteloso. “ Eu prefiro esperar e ver se vai ser isso mesmo”. Outra opção, não descartada, é uma mudança de partido, que teria que ser feita antes das eleições municipais. “Há uma brecha na lei que me permite mudar’, explica. Para 2020, ele afirma não ter nada decidido. “Eu estou ouvindo muito a população. (…) Na hora do voto, somos só nós [vereadores]. Já tive convites tanto pra sair como candidato como pra ser apoiar outro.”
Quando perguntado qual em quem votaria para presidente no segundo turno, ele ri “achei que tinha esquecido dessa pergunta” e revela seu apoio em Jair Bolsonaro. “Por eliminação eu não votaria no [Fernando] Haddad. Meu voto é pessoal, não vou sair pedindo voto pra ninguém na rua”, finaliza.

Robertinho Tavares posa em seu gabinete diante da faixa do seu partido, o Patriota. Partido não atinge cláusula de barreira e pode ser extinto. Foto: Lúcia Maroni/Olá Mogi

Jornalista responsável: Lúcia Maroni (MTB 0079158/SP)
Email: redacao.olamogi@gmail.com

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