Luísa Mahin uma guerreira histórica

Luísa Mahin uma guerreira histórica

Foto: Reprodução

 

Luísa Mahin se julga ter sido princesa da África. Não há documentos precisos a seu respeito. O que sabe-se é que seus pais eram reis no Continente Negro, e Luísa foi arrancada de sua família e levada para o Brasil. Pertencia à nação nagô-jeje da tribo Mahin, originária do Golfo do Benin, noroeste africano que no final do século XVlll foi dominada pelos mulçumanos, vindos do Oriente Médio.

Tornou-se livre por volta de 1812 comprando sua própria liberdade. Sobreviu trabalhando como quituteira em Salvador. Mãe do líder abolicionista Luiz Gama, participou da Revolta dos Malês em 1835, última grande revolta de escravos ocorrida em Salvador, capital da Bahia.

Partiu para o Rio de Janeiro após conseguir escapar das perseguições da Revolta. Deixou seu filho, Luiz Gama, com apenas cinco anos de idade aos cuidados do pai. Que aos 10 anos vendeu o próprio filho como escravo como meio de pagar sua divida.

Negra, livre, e da nação nagô. Sempre negou o batismo e manteve sua ancestralidade acima das doutrinas cristãs. Seu destino após sua partida de Salvador é apensas uma sugestão, pois não se tem nenhum dado concreto. Existe a possibilidade de ter participado de mais revoltas sendo capturada e deportada para a África. Ou, que ela tenha conseguido fugir novamente e partido a caminho do Maranhão. Onde sob sua influência desenvolveu o “Tambor de crioula”, uma forma de expressão origem afro-brasileira que envolve dança, canto e tambores.

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