Dia Internacional da Mulher negra Latino-Americana e Caribenha

Dia Internacional da Mulher negra Latino-Americana e Caribenha

Crédito da imagem Ariane Roque

O dia 25 de julho é o dia da Mulher negra Latino-Americana e Caribenha. A data que foi reconhecida pela ONU ainda em 1992. No Brasil a data foi sancionada pela ex-presidenta Dilma Rulsseff com a Lei nº 12.987/2014 como dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Afim de homenagear Tereza, líder quilombola que viveu no século 18, símbolo de resistência e importante liderança na luta contra a escravização.

 

A data não tem só como objetivo celebrar, mas sim trazer maior visibilidade para a luta, além de fortalecer as organizações voltadas às mulheres negras e indígenas.

 

Segundo os dados do  Atlas da Violência de 2019, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a taxa de homicídios de mulheres não negras teve crescimento de 4,5% entre 2007 e 2017, já a taxa de homicídios de mulheres negras cresceu 29,9%.

 

Nesse contexto de tanta violência, mulheres negras são mais vítimas de violência obstétrica¹, abuso sexual e homicídio – de acordo com o Mapa da Violência 2016, os homicídios de mulheres negras aumentaram 54% em dez anos no Brasil, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013 (enquanto os casos com vítimas brancas caíram 10%).

 

Mais sobre  a data:

O primeiro Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas em Santo Domingo, aconteceu na República Dominicana. Durante o evento houve discussões sobre os diversos problemas e alternativas de como resolvê-los. A partir desse encontro, nasceu a Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-Caribenhas. A Rede, junto à Organização das Nações Unidas (ONU) lutou para o reconhecimento do dia 25 de julho como o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.

 

* Violência obstétrica¹:

Pode acontecer no momento da gestação, parto, nascimento e/ou pós-parto, inclusive no atendimento ao abortamento. Pode ser física, psicológica, verbal, simbólica e/ou sexual, além de negligência, discriminação e/ou condutas excessivas ou desnecessárias ou desaconselhadas, muitas vezes prejudiciais e sem embasamento em evidências científicas. Essas práticas submetem mulheres a normas e rotinas rígidas e muitas vezes desnecessárias, que não respeitam os seus corpos e os seus ritmos naturais e as impedem de exercer seu protagonismo.

 

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