Anastácia guerreira e Santa

Anastácia guerreira e Santa

Foto: Reprodução

Uma das figuras femininas mais importante na história dos negros. Anastácia conhecida por reagir e lutar contra a opressão do sistema escravista. Além de não ceder aos apelos sexuais de seu senhor,  por isso foi estuprada e amordaçada.

 

 A história de Anastácia começa em 9 de abril de 1740, com a chegada no Rio de Janeiro do navio negreiro “Madalena” vindo da África.

 

Nesse desembarque sua mãe Delminda chegou ao Brasil, no meio de 112 negros Bantus, originários do Congo, todos para serem vendidos como escravos. Delminda foi vendida por mil réis. Foi violentada e acabou grávida de um homem branco, motivo pelo qual Anastácia, sua filha, nasceu com os olhos azuis.

 

Devido a sua beleza era muito cobiçada, mas ao mesmo tempo em que despertava o desejo, seu comportamento provocava a ira de seus senhores e também de suas mulheres, que não se conformavam com a beleza da escrava.

 

Anastácia foi sentenciada a usar uma máscara de ferro por toda a vida, somente na hora de se alimentar ficava sem. Teve que suportar por anos a violência dos espancamentos, que só terminariam em sua morte. Sua resistência diante da dor e da tamanha violência que sofria inspirou outros negros escravizados a resistirem.

 

A vida da heroína foi uma mistura de luta, resistência e fé. Cultuada no Brasil como santa e heroína, é vista como uma das mais importantes figuras femininas da história negra.

 

Santa? Sim. A crença popular a transformou em um mito religioso. De acordo com seus admiradores, A Santa, foi capaz de realizar milagres. Bastava colocar suas mãos sobre a pessoa enferma e as mazelas sumiam.

 

Por uma ironia do destino, o dom que possuía a fez  salvar a vida do filho do fazendeiro que a violentou.

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