Tagged: #SériePaíses

Mapa Mundi (IBGE)

Os 5 países “criados” mais recentemente [por @curiosocia]

Após a [alteração] quase alteração do mapa britânico, com a separação da Escócia, o Curioso e Cia. traz para você uma lista dos países que conquistaram independência mais recentemente. Veja só quais são os 5 primeiros!

Escócia disse “não” e continua a fazer parte do Reino Unido. Apesar da negativa, outras localidades europeias continuam firmes no processo de ouvir sua população e tentar declarar a independência.

Catalunha, por exemplo, luta contra a Espanha para fazer o plebiscito. Caso semelhante ao que enfrentam Flandres, na Bélgica, e Vêneto, na Itália. Pesa contra o fato de que, nos últimos 20 anos, poucos foram os países que se tornaram independentes e integraram o quadro da ONU. Trazemos aqui quatro dessas histórias e uma situação que já se arrasta há alguns anos.

[2011] Sudão do Sul

 

Sudão foi, por muito tempo, um país com guerras constantes. Antes mesmo da sua independência, que aconteceu em 1956, já havia conflitos entre as áreas norte e sul, motivados por divergências religiosasentre as duas regiões.

A primeira guerra civil só terminou em 1972, quando o norte ofereceu autonomia ao sul. A trégua durou 11 anos, quando a liberdade dos sulistas foi retirada pelo governo. Desde então, estima-se que mais de 1,5 milhões de pessoas morreram no conflito, que terminou com um acordo de paz, em 2005.

Um dos pontos desse acordo era a realização de um plebiscito para saber se o Sudão do Sul se tornaria independente. Ele foi realizado entre os dias 9 e 15 de janeiro de 2011 e 98,83% da população se declarou a favor da independência. Em 9 de julho, o Sudão do Sul se tornou, oficialmente, o país mais jovem do mundo.

A situação por lá, porém, não é das mais tranquilas. Uma das maiores crises atuais enfrentadas pelo novo país africano é política. Em dezembro de 2013, tropas favoráveis ao então vice-presidente, Riek Machar, entraram em conflito com as do presidente Salva Kiir.

Organização das Nações Unidas afirma que cerca de 1,5 milhões de pessoas foram deslocadas de suas casas por causa da briga. O cenário atual é um pouco mais otimista, pois os grupos rivais assinaram um cessar-fogo de sete meses, no fim de agosto de 2014.

O que não é tão otimista é a situação da população. Ainda de acordo com a ONU, o país vive uma série crise de distribuição de alimentos e não consegue cumprir as necessidades básicas de abastecimento de água, de saneamento ou de saúde.

Organização afirma que meio milhão de crianças com menos de 5 anos precisarão de tratamento para desnutrição, isto só em 2014. E o pior, a Unicef estima que cerca de 50 mil podem morrer em 2014 por causa desse problema.

[2008] Kosovo

Dentre o intrincado processo territorial envolvendo a antiga Iugoslávia, o Kosovo é um dos poucos casos ainda sem solução. Ele se declarou independente em 2008, porém isso foi feito sem nenhum acordo formal com a Sérvia.
Essa decisão unilateral foi aceita por 56% dos países que pertencem à ONU e por 82% daqueles que pertencem à União Europeia.
Kosovo já participa do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial, da União Internacional dos Transportes Rodoviários e do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa. O problema é que a Sérvia, parte diretamente envolvida no processo, e alguns outros países, como RússiaChina e Brasil, continuam sem reconhecer a independência da região.

Parte desse conflito acontece por causa da relação entre os albaneses e os sérvios que vivem por lá, agravada pelas consequências da Guerra do Kosovo, que aconteceu em 1990. A derrota da Sérvia fez com que a ONU criasse uma missão de administração interina para a região, que teria uma certa autonomia em relação ao país a que continuava ligada.

O poder foi entregue, em 2001, para as lideranças albanesas e o processo de independência começou a ser discutido novamente. A Sérvia, porém, insiste que Kosovo continue a pertencer a ela, enquanto as lideranças locais dizem que a única solução é se tornarem independentes.

Acordos diplomáticos foram trabalhados nesse período, mas sem nenhuma conclusão. Sérvia e Rússia se recusam a aceitar a independência. Com isso, em 17 de fevereiro de 2008, o Kosovo declarou sua independência e agora aguarda o total reconhecimento internacional, em um processo que se arrasta ao longo dos últimos seis anos.

[2006] Montenegro

Principado de Montenegro foi formado em 1852 e, desde então, a região já lutava para se ver independente do Império Otomano.

A oficialização dessa independência só aconteceu após várias batalhas e a assinatura do Tratado de Berlim, em 1878, quando os otomanos enfim reconheceram a autonomia do local.
A independência de Montenegro durou até 1918, quando terminou a Primeira Guerra Mundial e eles, que haviam sido invadidos pelo Império Austro-Húngaro por apoiarem os Aliados, foram incorporados à Iugoslávia.

Com o desmanche do país, em 1992, um referendo foi feito com a população de Montenegro, perguntando se eles gostariam de ser um estado com autonomia, mas que continuasse atrelado à Iugoslávia, ou se queriam a independência.

Cerca de 96% da população disse que preferia manter a situação como estava e, com isso, o país foi mantido, apenas com os territórios da Sérvia e de Montenegro. A separação definitiva começou em 2003, quando a Iugoslávia foi extinta e se formou a frágil Sérvia e Montenegro.

Um novo referendo foi feito com a população em 2006 e, dessa vez, sob a supervisão da União Europeia. A organização pedia um mínimo de 55% de aprovação para reconhecer o país como independente e o resultado da votação foi apertado, fazendo valer a autonomia do estado por apenas 0,5% dos votos.

No dia 3 de junho de 2006, Montenegro declarou sua independência e, menos de um mês depois, já era o 192º país a integrar o quadro da ONU.

[2002] Timor-Leste

A história da independência do Timor-Leste passa, primeiro, pela Revolução dos Cravos, ocorrida em Portugal no dia 25 de abril de 1974.

 Saiba mais sobre esse país na “#SériePaíses: Timor-Leste

Foi ela a responsável por levar de volta a democracia para o país ibérico e garantir que o processo de descolonização do Timor-Leste acontecesse, já que as ditaduras de Salazar e Marcelo Caetano se recusavam a aceitar isso.

Em 28 de novembro de 1975, o Timor se tornava uma nação independente. A situação, porém, não durou muito tempo. Em 7 de dezembro, sob o pretexto de proteger sua população que vivia no país, a Indonésia invadiu o território timorense, anexando-o como a 27ª província daquela nação.

Deu-se início a um período de muita luta da população local para se ver livre do domínio indonésio. A Comissão de Acolhimento, Verdade e Reconciliação de Timor-Leste [CAVR] estima que pelo menos 102.800 pessoas tenham morrido entre 1975 e 1999. O uso do português foi abolido e o ensino do tétum, língua local, foi desencorajado.

A situação começou a mudar em 1996, quando José Ramos-Horta e o bispo D. Ximenes Belo receberam o Nobel da Paz pela defesa dos direitos humanos e da independência do Timor-Leste. O mundo voltou os olhos para o país e, em 1999, uma força de paz da ONU, chefiada pelo brasileiro Sérgio Vieira de Mello, ajudou a desarmar os milicianos e levar a paz.

Um referendo realizado no mesmo ano mostrou que 78,5% da população era favorável à independência e consequente separação da Indonésia, coisa que só aconteceu após a estabilização política, três anos depois.

[1994] Palau

Este arquipélago localizado no oeste do Oceano Pacífico, próximo de Filipinas, conseguiu sua independência em 1979, mas o processo se arrastou tanto que acabou finalizado apenas na década de 1990.
Os eventos que culminaram na independência de Palau, porém, começaram bem antes disso, ainda na Primeira Guerra Mundial.

Durante o fim do século XIX, o arquipélago se viu sob a disputa de Espanha, Alemanha e Inglaterra. Quem decidiu esse impasse foi o papa Leão XIII, em 1885, que reconheceu o domínio dos ibéricos.

Quatorze anos depois, a Espanha vendeu as ilhas para a Alemanha que, com a Primeira Guerra Mundial, viu seu território além-mar ser invadido pelo Japão, que permaneceu por lá até 1944. O país foi o cenário para uma intensa disputa entre Estados Unidos e Japão, que terminou com a vitória dos norte-americanos.

Em 1947, a ONU decidiu que Palau faria parte do Protetorado das Ilhas do Pacífico, comandado pelos Estados Unidos. Já em 1979, por causa das diferenças culturais e de linguagem, a população das ilhas se recusou a se juntar aos Estados Federados da Micronésia e iniciou um longo processo de organização para a independência.

Dois presidentes morreram de forma trágica no caminho [um assassinado e outro se suicidou], o que atrasou ainda mais o processo, que só foi encerrado em 1994, quando Palau se viu completamente independente dos Estados Unidos e passou a integrar o quadro da ONU.

Já pensou em criar um e entrar na lista? Fique ligado no Curioso e Cia. Veja outros posts como esse ou sugira um outro por e-mail, por mensagens do Facebook, pelo Twitter com a hashtag #QueroVerNoCurioso ou pelo Ask.FM. Entra aí:

Fonte: Superinteressante
Bandeira da Escócia

#SériePaíses: Escócia [por @curiosocia]

Halò! Um assunto que mexeu com o mundo durante os dias de ontem e hoje foi a possível saída da Escócia, a partir de um plebiscito, da comunidade do Reino Unido. Por isso, a#SériePaíses traz um post especial, mostrando um pouco desse “país” para você. Veja só!

Post do @curiosocia, compartilhado especialmente na rede Olá! Como Vai? Para ver mais posts da #SériePaíses no Curioso e Cia. clique aqui!

Um pouco da Escócia

Escócia [em inglês e em escocês Scotland // em gaélico escocês Alba] é uma das nações que integram o Reino Unido. Ocupa o terço setentrional da ilha da Grã-Bretanha, limita com a Inglaterra ao sul e é banhada pelo Mar do Norte a leste, pelo Oceano Atlântico a norte e oeste e pelo Canal do Norte e pelo Mar da Irlanda a sudoeste.

O território escocês inclui mais de 790 ilhas. O mar escocês no Atlântico Norte e no Mar do Norte contém as maiores reservas de petróleo da União Europeia. A capital Edimburgo é um dos maiores centros financeiros europeus.

“ Mesmo sendo Edimburgo a capital e uma das principais cidades da Europa, a principal metrópole do território é Glasgow…”

O nome Escócia deriva de “Scotus”, termo latino para “irlandês” [sim, irlandês! // a forma plural é Scoti]. Isto refere-se aos colonos gaélicos da Irlanda, que os romanos originalmente chamado de Scotia” [forma feminina de Scotus].

Os irlandeses que colonizaram a atual Escócia eram conhecidos como “Scoti”. Os romanos da Idade Média usavam o nome“Caledônia” para se referirem ao território atual.

Independente até 1707, os Parlamentos da Escócia e da Inglaterra promulgaram, após ameaças inglesas de interromper o comércio e a livre circulação na fronteira comum, os Atos de União que criaram o Reino Unido da Grã-Bretanha.

“ Com uma área de aproximadamente 78.772 km², sua única fronteira terrestre é com a Inglaterra, ao sul, oficialmente dentro do Reino Unido…”

O país inclui o território na Grã-Bretanha e diversos arquipélagos, como as Shetland, as Órcades e as Hébridas. O território britânico da Escócia pode ser dividido em três áreas: as Highlands ao norte // o Cinturão Central [Central Belt] // as Terras Altas Meridionais [Southern Uplands] ao sul.
As Highlands são montanhosas e apresentam as maiores elevações das Ilhas Britânicas [Ben Nevis, com 1.344 metros, é o ponto mais alto]. O Cinturão Central é plano, concentra a maior parte da população e inclui grandes cidades, entre elas as já citadas Glasgow e Edimburgo. As Terras Altas Meridionais são a região menos populosa das três.

“ A economia da Escócia é baseada no setor de serviços, principalmente agrícola e têxtil…”

Edimburgo é um dos principais centros financeiros da Europa. Também se destaca no setor de bebidas, onde produção de uísque é o principal produto. Edimburgo e Glasgow são as cidades mais industrializadas da Escócia. A evolução da economia escocesa é bastante dependente da evolução da economia de todo o Reino Unido.
Em 15 de outubro de 2012, os primeiros-ministros do Reino Unido e da Escócia, David Cameron e Alex Salmond, assinaram o acordo que permitiu, em 18 de setembro de 2014 [ou ontem], a realização de um referendo a respeito da independência da Escócia [sobre esse assunto, iremos falar mais abaixo].

Passado fascinante

Mesmo que você nunca tenha sido fã de história durante os seus anos escolares, pode ter certeza de que você vai mudar de ideia! A história da Escócia é fascinante, cheia de tramas, disputas e batalhas, com verdadeiros heróis e vilões, com mistérios que até hoje não puderam ser solucionados.

É importante saber um pouquinho sobre eles para poder entender melhor os contextos históricos e para aproveitar o imenso volume de informação que os castelos, palácios e museus do país oferecem.

Aqueles que visitam a Escócia irão pelo menos uma vez ouvir falar sobre William WallaceRobert The Bruce e Mary Queen of Scots, sobre as batalhas de Stirling BridgeBannockburn e Culloden.

William Wallace, o “Coração Valente”, liderou a rebelião escocesa contra o rei Eduardo I e derrotou de forma heroica o exército inglês na Batalha de Stirling Bridge. Ele é considerado até hoje um dos maiores patriotas e heróis da história da Escócia.

Wallace nasceu em 1272 em Elderslie. Vindo de uma família de pequena nobreza, pouco se sabe sobre sua infância.

Em 1296, o rei Eduardo I da Inglaterra aproveitou-se de uma disputa e crise na sucessão do trono da Escócia e se impôs como soberano do país. Em poucos meses, o descontentamento era generalizado.

A Inglaterra governava e controlava a Escócia com tirania e violência. Wallace era um verdadeiro patriota, que queria nada mais que a paz e a liberdade dos escoceses. A sua motivação conquistou o povo e uniu os clãsdo país.
» Na foto, Estátua de William Wallace, em Aberdeen…
Em maio de 1297, o líder atacou a vila de Lanark, matando o xerife inglês. O que era um descontentamento do povo se tornou uma rebelião. Muitos homens se uniram a Wallace para expulsar os ingleses de Fife e Perthshire. Em setembro, derrotou o exército inglês na Batalha de Stirling Bridge de forma heroica.

“ A infantaria escocesa estava formada por aproximadamente 2.000 homens e a cavalaria por 300, já os ingleses eram mais de 9.000 homens na infantaria e sua cavalaria contava com mais de 2.000! Apesar disso, a rebelião saiu vitoriosa…”

O sucesso desta e de outras batalhas enfraqueceu a dominância e a presença da Inglaterra na Escócia. Então, Wallace decidiu começar a atacar a Inglaterra. No final de 1297, foi nomeado cavaleiro e guardião do reino em nome de John Balliol, o rei deposto da Escócia.

O rei Eduardo I decidiu então marchar ao norte com seu exército. A estratégia de Wallace era evitar confrontos, para isso ele foi gradualmente se afastando do exército inglês e seguindo em direção ao norte. Ele destruiu os campos forçando o rei a marchar cada vez mais em direção ao interior da Escócia. Em julho de 1298, os exércitos escocês e inglês se enfrentaram próximo a Falkirk e os escoceses foram derrotados.

Wallace escapou, resignou como guardião da Escócia e foi sucedido por Robert the Bruce e John Comyn. Coração Valente então saiu do país e foi à França em busca de apoio para a causa escocesa. Ele voltou à Escócia em 1303. Durante a sua ausência, Robert the Bruce tinha aceitado uma trégua com o rei Eduardo I e, em 1304, John Comyn também fez as pazes com os ingleses.

Wallace tinha sido excluído desta trégua. O rei inglês ofereceu uma boa recompensa para qualquer pessoa que o capturasse ou o matasse. O Wallace foi capturado na região de Glasgow em agosto de 1305, e levado a Londres. Foi acusado e julgado por traição.

O herói negou que havia cometido alguma traição pois ele nunca tinha jurado fidelidade ao rei inglês. Assim mesmo, ele foi condenado, enforcado e esquartejado. Sua cabeça foi exposta na ponte London Bridge e seus membros exibidos em Newcastle, Berwick, Stirling e Perth.

Passado às gerações

As tradições são mantidas e repassadas há gerações. Isso é impressionante. A arquitetura preservada em estilo predominante medieval, embeleza Edimburgo, e espalha-se pelo restante do país.

Old Town [centro antigo da cidade de Edimburgo, mostrado na foto] nos remete à Idade Média quando passamos pelos becos [courts] existentes na Royal Mile.

E quando o assunto é cultura, basta ir às cidades das Highlands e perceber que o tempo não passou, pois existem cidades nas quais o Gaélico, idioma original da Escócia, ainda é falado, inclusive conta com programas de TVs específicos que transmitem concursos de músicas e tudo mais.

A Escócia tem uma forte tradição intelectual e literária, que é representada por grandes nomes, tais como Robert Burns [A valsa da Despedida]Robert Louis Stevenson [A Ilha do Tesouro // O Médico e o Monstro // As Aventuras de David Balfour] e Walter Scott [A Dama do Lago e Coleção Waverly], além do filósofo David Hume.

Sem dúvida, o show à parte dado pelos grupos de gaitas de foles é um destaque do país. As ruas próximas ao Castelo de Edimburgo ficam lotadas de artistas anônimos, misturados aos turistas dos mais diversos locais. Todo esse movimento é muito importante para aquecer a economia local e reforçar os laços culturais.

“ Nas esquinas dos principais centros na Escócia ainda é possível ouvir uma gaita de foles entoando canções históricas e hits de sucesso…”

Tartan, tradicional tecido em lã que representa cores e padronagens específicas de cada família ou Clã [clan em inglês], é a base para uma das vestes masculinas mais inusitadas do mundo, o Kilt.
Esse tradicional traje é bastante utilizado nas Highlands e hoje em dia está espalhado por vários outros países. Ele é, sem dúvidas, uma marca registrada da Escócia.

Amor canino

Próximo ao cemitério Greyfriars está uma estátua em homenagem ao cãozinho Bobby. É um ponto turístico onde a maioria dos visitantes faz questão de tirar uma foto.

Bobby, da raça Skye Terrier, ficou famoso no século XIX pois passou 14 anos tomando conta do túmulo do seu dono John Gray até falecer em 14 de janeiro de 1872 e ser enterrado próximo ao portão do jardim do cemitério Greyfriars.

John Gray era um policial noturno. Os dois se tornaram companheiros inseparáveis e conviveram por aproximadamente 2 anos até que John faleceu de tuberculose. John foi enterrado no cemitério Greyfriars e Bobby passou todos os anos ali sempre próximo ao túmulo de seu companheiro até que ele mesmo falecera.

Bobby era muito querido por todos que ficavam comovidos com a lealdade deste cãozinho. Quando em 1867 os cidadãos da cidade começaram a cogitar sobre uma lei para que todos os cachorros sem dono fossem mortos, o Sir William Chambers que era prefeito e também diretor da Sociedade Escocesa de Prevenção a Crueldade contra Animais pagou uma licença para que Bobby passasse a ser responsabilidade da Prefeitura.

A estátua de Greyfriars Bobby, assim como ficou conhecido, é de tamanho natural e foi criada em 1872 imediatamente após a sua morte. Originalmente, a estátua do Bobby estava voltada para o cemitério, mas sua direção foi mudada pelo antigo dono do Greyfriars Bobby’s Bar fazendo com que seu pub apareça nas muitas fotos tiradas todos os dias.

O Monstro do Lago Ness

Próximo à Inverness, no norte da Escócia, fica o Lago Ness — o maior lago de água doce da Grã-Bretanha. Mas não foi o tamanho que o tornou famoso mas sim, seu especial habitante: o monstro do Lago Ness [ou a Nessie, como é chamada na região].

A maioria das pessoas que dizem ter visto Nessie a descrevem como uma criatura gigante nadando, fêmea e com um longo pescoço. As aparições alimentaram a teoria de que a criatura seria, na verdade, um antigo réptil aquático — o plesiossauro — que foi havia sido extinto.

“ Quem acredita nessa teoria geralmente se refere a um peixe chamado celacanto, também extinto, mas que supostamente reapareceu na costa da África do Sul, em1938…”

Os relatos de aparições começaram no século VI, mas são as aparições atuais e evidências fotográficas que realmente captaram a atenção de todo o mundo.
É impossível listar o número de pessoas que dizem ter visto Nessie. Alguns acreditam que o longo histórico de aparições já é a própria prova de que a criatura existe. Mas na grande maioria dos casos, as fotos ou são fraudadas ou captaram sem querer barcos e outros animais, que causaram a confusão.
Uma das fotos mais icônicas de Nessie é conhecida como “Surgeon’s Photograph” [na foto ao lado], que muitos achavam ser uma boa evidência de que o monstro existia realmente.
Entretanto, revelou-se depois que a foto não passava de uma fraude muito bem elaborada nos anos 90.
Apesar das fraudes, muitos continuam com a certeza de que o monstro do Lago Ness existe. Diversas fotos e filmes analisados são considerados verdadeiros. Muitas evidências podem ser vistas na Exibição Oficial do Monstro do Lago Ness.

Um novo país?

Em guerras travadas no século XIV, o Reino da Escócia já buscava sua independência do Reino da Inglaterra.

Os dois países só se uniram de vez, formando o Reino da Grã-Bretanha, em 1707 e, em 1801, o Reino Unido[após a adesão da Irlanda].

Desde a década de 1920, a ideia de separar a Escócia da InglaterraPaís de Gales e Irlanda é discutida, ainda com mais intensidade após a criação do Partido Nacional Escocês [SNP, na sigla em inglês], em 1934.

No final da década de 1950, dois milhões de escoceses [em uma população de cinco milhões] assinaram um documento que já pedia a independência, mas o processo não foi levado adiante.

Em 1979, um referendo que pedia a criação de uma Assembleia Escocesa usava o termo“devolução”, já que restabeleceria um Parlamento Escocês como o que existiu do século 13 até 1707.

A chamada devolução aconteceu após um novo referendo, em 1997, e o novo Parlamento Escocês teve seus representantes eleitos em 6 de maio de 1999. É este o parlamento que o governo britânico promete fortalecer caso a maioria dos escoceses rejeitem a independência nesta quinta.

“ A proposta de independência foi fortalecida em 2011, quando o SNP teve uma significativa vitória eleitoral, conquistando a maioria das cadeiras do Parlamento Escocês…”

Um acordo entre os governos da Escócia e do Reino Unido permitiu que, em março de 2013, fosse apresentado o projeto de lei para a nova votação. Aprovado pelo Parlamento Escocês em 14 de novembro de 2013, ele recebeu o Consentimento Real em dezembro do mesmo ano.

A pergunta aos eleitores é bastante simples e, como em todo plebiscito, deve ser respondida com sim ou não: A Escócia deve ser um país independente?.

Mudaria…

Um dos principais argumentos dos separatistas é econômico. Cerca de 90% das reservas de petróleo do Reino Unido no Mar do Norte estão em território escocês, e eles alegam que, com isso, a Escócia poderia se tornar um dos países mais ricos do mundo.

Já aqueles contrários à separação afirmam que as reservas irão se esgotar no futuro, e que o sucesso na exploração do petróleo e gás natural só é possível graças à contribuição do Reino Unido.
A questão da energia também gera debates, com os defensores do “não” afirmando que a Escócia sozinha não teria instalações suficientes para gerar toda a energia de que necessita, o que é refutado pelos separatistas.

“ Itens como saúde, educação, agricultura, orçamento, segurança e as relações políticas e econômicas com outros países também são alvos de discussão, em geral com argumentações semelhantes…”

Os favoráveis à independência dizem que todos esses setores seriam beneficiados caso fossem geridos localmente, sem a influência do governo do Reino Unido. Seus opositores, porém, garantem que a Escócia não seria tão bem sucedida quanto é hoje se não tivesse tido o apoio do Reino Unido.
…com o “sim”
Caso ganhe o “sim”, o período de transição se estenderá até março de 2016, quando acontecerão as primeiras eleições para um Parlamento Escocês totalmente independente. Até lá, Escócia e Reino Unido irão negociar a divisão da dívida externa e questões que envolvem desde o sistema educacional até o uso da moeda.

O primeiro-ministro escocês já sinalizou que pretende continuar usando a libra esterlina, mas isso só será possível caso haja a concordância do governo britânico, que não se mostra favorável à ideia. Outras opções seriam a adoção do euro ou a criação de uma moeda própria, o que economistas consideram inviável pelos altos custos.

Também indefinida é a situação do país em relação à Comunidade Europeia, já que existe uma discussão sobre ele poder aderir ao grupo automaticamente ou ser obrigado a se candidatar a uma vaga. Os escoceses dizem ainda que gostariam de se tornar membros da Organização do Tratato do Atlântico Norte [OTAN], e que pretendem criar uma Constituição própria, que entre seus itens terá a proibição de armas nucleares no país. Com isso, o governo britânico teria até 2020 para retirar o sistema de mísseis nucleares Trident da base naval de Faslane, perto de Glasgow.

A Escócia deve ainda criar seu próprio aparato de inteligência, após perder o acesso a órgãos britânicos como o MI5 e o SIS, e planeja abrir mais de 100 embaixadas em diversos países. O país também quer ser um membro da Commonwealth, assim como Austrália e Canadá, e se manter uma monarquia constitucional, o que significa manter a soberania da rainha Elizabeth II e a contribuição financeira às despesas da família real.

…com o “não”
Pouca coisa deve mudar caso o “não” saia vitorioso. Mas o governo do Reino Unido já garantiu que irá ampliar a autonomia escocesa se isso acontecer. No início de setembro, o ministro das Finanças da Grã-Bretanha, George Osborne, prometeu inclusive apresentar planos que oferecerão maior autonomia à Escócia em impostos, custos e benefícios sociais. David Cameron também afirmou que o Parlamento Escocês deverá ser fortalecido, com mais assuntos relacionados ao país sendo decididos por ele, em vez de pelo Parlamento Britânico. Caso a independência seja rejeitada, não existe previsão de realização de um novo plebiscito.

…mas não mudou!

Escócia rejeitou a proposta de ser independente do Reino Unido, com a vitória do“não” com quase 55,30% dos votos, informam as agências internacionais de notícias EFE, AFP e Reuters.

A rede britânica BBC chegou a antecipar, no início da madrugada desta sexta (19), que os eleitores rejeitariam a proposta dos separatistas.

“não” liderou as parciais na apuração do referendo sobre a independência da Escócia o dia todo, e venceu em 27 dos 32 distritos eleitorais, com um total de 2.001.926 votos, contra 1.617.989 votos do “sim” [44,70%].

“ A Escócia decidiu que este não é o momento de ser um país independente”, reconheceu o líder separatista Alex Salmond

A votação começou às 7h [3h, no horário de Brasília] em 2.608 postos em toda a Escócia, e a apuração teve início assim que o processo foi encerrado, às 22h [18h, em Brasília]. A vice-primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, admitiu que “há uma real decepção com o fato de que não conseguimos a vitória, por pouco”, neste histórico referendo celebrado pelos escoceses.

Patrick Harvie, deputado verde do Parlamento escocês e partidário da independência, já havia admitido “resultados decepcionantes”. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, falou com Alistair Darling, líder da campanha do “não”, para felicitá-lo “por um bom trabalho”.

“ O Reino Unido está salvo”, afirmou Michael Gove, ministro da Educação e um dos integrantes do gabinete britânico mais próximos a Cameron

A apuração foi retardada devido ao alto índice de participação, em torno de 84%, exceto por algumas exceções, como a cidade de Glasgow, onde a participação foi de 75%. No total, 4.285.323 eleitores estavam habilitados: todos os residentes legais na Escócia —britânicos ou não — com idades acima de 16 anos. Os escoceses que vivem no exterior não puderam votar.

>>> POR QUE A #SériePaíses?

#SériePaíses, do Curioso e Cia., tem um básico motivo: abrir os nossos horizontes. Estamos tão acostumados com a rotina brasileira, com o nosso estilo de vida, com o modo de agirmos e vivermos em sociedade. Então por que não conhecer outros países e culturas totalmente diferentes? Essa é a nossa proposta! ;D

Fonte: Wikipédia; Destino Escócia; G1; Clan Mac‘Hamilton; Visit Britain