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Fatos Estranhos e Interessantes #1 [por @curiosocia]

Oi pessoas! Após alguns quase três anos, vocês vão poder entender o que falava aquele pobre eu com microfone péssimo nos Fatos Estranhos e Interessantes #5, agora audível e melhorado. Veja só!


Veja o vídeo em [http://www.curiosocia.com/fatos1]


O primeiro tema é um pouco estranho mesmo. Uma moeda em queda do Burj Khalifa, o maior edifício do mundo, pode matar? A partir de todos os cálculos e contas malucas da física, é possível responder que não. Nem mesmo a moeda mais pesada do Real (50 centavos) poderia assassinar alguém. No máximo alguns machucados. O seu impacto de aproximadamente 2,5 J de energia não chega nem perto dos 45 J necessários para perfurar o crânio e matar alguém.

E se Newton estivesse em Dubai e a maçã despencasse do prédio, poderia ele estar vivo para nos apresentar a gravidade? Infelizmente não, pois o impacto de 104 J da fruta leva sim à morte. #FicaDica: Cuidado com maçãs quando passar pelo Burj Khalifa!


Mudando totalmente de assunto, o segundo tema é sobre países. Segundo a ONU, existem, atualmente, 191 países, não contando as colônias e possessões [dados de 2012]. Seguindo alguns critérios, elegemos os vencedores para cada categoria a seguir:

↪ MUITA GRANA: Luxemburgo (Europa)
O PIB per capita desse país minúsculo é de aproximadamente 111 mil dólares [dados corrigidos em 2013]! US$ 111.161,69 para cada pessoa!

↪ FOGO: Líbia (África)
Já chegou a registrar 58 ºC em 1992!

↪ CONGELADO: Rússia (Europa/Ásia)
Na região da Sibéria, os termômetros chegam aos -50 ºC. Imagina!

↪ CRISE DE IDENTIDADE: Congo (África)
Já se chamou República do Congo, Zaire, Congo Belga e Estado Independente do Congo e, atualmente é República Democrática do Congo.

↪ EM BUSCA DO AMOR: Letônia (Europa) e Emirados Árabes Unidos (Ásia)
No país europeu, há no país 1,2 milhão de mulheres contra 1 milhão de homens; no asiático há 2 homens por mulher no país.

↪ CADÊ TODO MUNDO? Mongólia (Ásia)
No país, a densidade demográfica é de apenas 1,5 habitante por km².

↪ AGLOMERAÇÃO: Cingapura (Ásia)
Cingapura tem 6.107 seres humanos por km².

↪ RECÉM-NASCIDO: Sudão do Sul (África)
O Sudão do Sul surgiu em 2011, após um plebiscito!

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Fonte: Mundo Estranho
Acesse o post original em [http://www.curiosocia.com/fatos1]

Veja como experimentos reagem à música [por @curiosocia]

Música, embora muito variada, é uma das coisas que todos podemos falar que gostamos. Misturá-la a experimentos fascinantes pode deixá-la ainda mais incrível. Veja o que esse vídeo de Nigel Stanford, dirigido por Shahir Daud, faz com a música!

O som cria formas divertidas. Nós geralmente não vemos isto na vida real, mas quando você junta água, areia e alto-falantes tocando em diferentes frequências, você começa a ver espirais, caleidoscópios e outras coisas malucas. Este novo vídeo de Nigel Stanford, dirigido por Shahir Daud, tem todos estes experimentos cimáticos [?] em ação.

A cimática basicamente se trata de uma área da ciência que se dedica a estudar os padrões que se formam através da interação das ondas sonoras com um meio. Refere-se à materialização do som, à visualização de frequências sonoras.


Clique aqui para ver o vídeo!!


O clipe e os efeitos especiais que vemos ao longo do filme foram criados para demonstrar os efeitos de frequências cimáticas sobre a matéria. Segundo as informações disponíveis no canal de Nigel no YouTube, todos os experimentos retratados são reais, mas, curiosamente, a música só foi criada depois de a gravação das cenas ser concluída.

Aliás, Nigel revela como alguns dos efeitos foram criados no finalzinho do vídeo, mas você pode acessar este link caso tenha interesse em conferir um “behind the scenes” detalhado que mostra como o clipe foi produzido.


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Fonte: Gizmodo; Mega Curioso

¡Gracias Chespirito! [por @curiosocia]

Nosotros, sus fans brasileños, perderemos su humor creativo y bien hecho sin el uso de la violencia o la falta de educación para crear comedia. ¡Gracias Roberto Gómez Bolaños![1929 – 2014]

Nós, seus fãs brasileiros, sentiremos falta de seu humor criativo e bem feito, sem uso da violência ou da falta de educação para criar a comédia. Obrigado Roberto Gómez Bolaños! [1929 – 2014]

 

Dono de frases antológicas como “ninguém tem paciência comigo” e “não contavam com a minha astúcia”, que marcaram gerações de fãs em toda a América Latina, Roberto Gómez Bolaños, criador dos seriados Chaves e Chapolin, morreu nesta sexta-feira (28) aos 85 anos. Bolanõs foi humorista, escritor, ator, produtor de cinema, televisão e teatro.

Bolaños, criador de personagens cativantes que divertiram milhões de espectadores, sofria há vários anos de problemas de saúde que o mantinham distante da vida pública.

Ainda não se sabe qual foi a causa da morte. O comediante, que morava em Cancún, tinha diabetes e efisema pulmonar.

O talentoso e prolífico comediante recebeu o apelido de Chespirito de um diretor de cinema, que é o diminutivo da pronúncia em espanhol de Shakespeare e o batizou assim por sua abundante produção de roteiros e sua estatura baixa.

“Roberto, não se vá, você permanece no meu coração e em todos os corações de tantas pessoas que você fez feliz. Adeus ‘chavito’, até sempre”, disse em sua conta no Twitter o atorEdgar Vivar, que interpretava o Seu Barriga no popular seriado Chaves.

“Obrigado por fazer tanta gente feliz e por todos os momentos maravilhosos que compartilhamos no grupo. Descanse em paz, Roberto”, disse Maria Antonieta de Las Nieves, que interpretou a Chiquinha.

“O México perdeu um ícone, cujo trabalho transcendeu gerações e fronteiras”, disse o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto.

“Foi um bom companheiro, amigo, irmão e um dos melhores escritores dos últimos tempos no México”, disse Ruben Aguirre, que interpretou o professor Girafales.

Chaves e Chapolin Colorado foram os primeiros conteúdos que a emissora mexicana Televisa começou a exportar para o resto da América Latina no início da década de 1970 e que rendeu receitas milionárias.
Mais de quatro décadas depois de ter estreado — o primeiro episódio de Chaves em preto e branco foi exibido em 20 de junho de 1971 — os programas de Chespirito continuam em exibição em toda a América Latina, algo raro na televisão.

Sucesso reconhecido mundialmente

Chaves foi o programa mais visto da televisão mexicana e foi dublado em 50 idiomas, segundo a Televisa.

“Talvez o meu mérito foi conseguir, sem tentar, abordar um ambiente que existe no mundo inteiro”, refletiu Bolaños sobre o sucesso de Chaves em uma entrevista à agência de notícias Reuters. “Trabalhei muito neste personagem, que tem qualidade”, explicou ele, “mas a resposta exata eu não sei”.

Chaves era uma criança que vivia em um barril em uma vila que poderia existir na Cidade do México ou talvez, podemos nos aventurar a dizer, em qualquer metrópole da América Latina. Chaves não tinha nome, mas um sonho: um sanduíche com presunto. Era humilhado, mas sua engenhosidade o salvava.

Os personagens do bairro faziam uma paródia do enraizado classismo da sociedade mexicana. “Gentalha, gentalha!”, gritava Quico, o suposto bom menino daquela peculiar tropa, que na realidade era um garoto com enormes bochechas que se refugiava atrás da saia de sua mãe.

Chapolin Colorado foi criado separadamente. O México é um país que, apesar de sua vocação épica, tende a olhar com uma sobrancelha levantada, de incredulidade, para o surgimento de um herói autoproclamado. Por isso Chespirito teve a ideia de criar um herói peculiar.

Suas “antenas de vinil” detectavam qualquer coisa errada. Era muito [mas muito muito] desastrado. Mas tinha um grande coração. Sua “marreta biônica” [que era a sua arma] vencia os malvados, suas “pílulas de nanicolina” ajudavam a escapar de situações incômodas e “buzina paralisadora” servia para imobilizar inimigos e escapar de novo, deixando seu público, como sempre, fascinado. “Não contavam com a minha astúcia!”, falava para a câmera.

Falta descrever Chómpiras, o ladrão honrado; o doutor Chapatín, um veterano dosSupergênios da Mesa Quadrada que carregava uma sacola de papel que ninguém sabia o que tinha dentro ou Chaparrón Bonaparte, o louco mais ajuizado do pedaço.

Seus programas, sob nomes diferentes, foram transmitidos por décadas pela televisão mexicana e em todo o continente pela Televisa. Lotava estádios em toda a região. América Latina de Roberto Gómez Bolaños o amava, e o sentimento era mútuo. Fossem salvadorenhos, chilenos, brasileiros ou peruanos.

A história de Chespirito

Roberto Gómez Bolaños nasceu na Cidade do México em 21 de fevereiro de 1929, filho da secretária Elsa Bolaños Cacho e do pintor, cartunista e ilustrador Francisco Gómez Linares.

Embora tenha estudado na Universidade Nacional Autônoma do México, nunca chegou a se formar.

Depois de tentar ser lutador de boxe, jogador de futebol e engenheiro, Bolaños finalmente descobriu que sua paixão era escrever. A carreira teve início na década de 1950 como escritor no rádio e na televisão.

Começou escrevendo esquetes para um programa de comédia chamado “Cômicos e Canções”. Chegou a fazer roteiros de cinema e estreou como ator no filme “Dos Locos en Escena”. Mas demorou para seguir na dramaturgia, passou muitos anos se dedicando a escrever para a TV mexicana.

Em 1968, foi chamado para estrelar ao lado de Ramón Valdés, Rubén Aguirre e María Antonieta de las Nieves “Los Supergenios de la Mesa Cuadrada”, na TIM [Televisión Independiente de México]. O Doutor Chapatin e o Professor Girafales nasceram ali. Esse seria também o encontro do elenco que mais tarde estrelaria Chaves e Chapolin, dentre outras produções.

Em 1970, surge Chapolin Colorado, um herói atrapalhado que seria um de seus mais famosos personagens. No ano seguinte, cria seu maior sucesso, Chaves, que o tornaria conhecido mundialmente ao lado de Carlos Villagrán [Quico], Ramón Valdés [Seu Madruga], Florinda Meza [Dona Florinda], Rubén Aguirre [Professor Girafales], Édgar Vivar [Seu Barriga // Nhonho], Angelines Fernandez [Dona Clotilde] e María Antonieta de las Nieves [Chiquinha].

↪ Chaves estreou no SBT em agosto de 1984, no programa do Bozo e ganharia um horário próprio alguns anos depois.

Chespirito também foi autor de outros personagens menos marcantes como ChompirasDr. ChapatinVicente Chambon e Chaparrón Bonaparte. Suas esquetes deram origem ao Programa Chespirito em 1980, que seguiu no ar até meados da década 1990.

O primeiro casamento de Roberto Bolaños foi com Graciela Fernandez, com quem teve seis filhos. Após o fim da união e de mais de 20 anos convivendo com Florinda Meza, atriz que interpretava Dona Florinda, os dois começam um romance e se casam em novembro de 2004.

Aos 82 anos, em 2011, Bolaños surpreendeu ao abrir uma conta no Twitter, onde passou a interagir com fãs e divulgar fotos de sua história e sua intimidade. Em apenas uma semana, conquistou mais de meio milhão de seguidores.

Em 2012, em homenagem aos 40 anos do personagem Chespirito, a Televisa promoveu uma grande festa que reuniu boa parte do elenco de Chaves e outras personalidades no Auditório Nacional do México.

Crianças, jovens e adultos de todas as idades se vestiram dos personagens da vizinhança em uma festa que ficou conhecida como “América Celebra a Chespirito” e que contou com a participação de 17 países, entre eles, o Brasil.

¡Adiós amigo!

Apesar da idade, Chespirito manteve contato com seus fãs. Em maio de 2011, ele abriu uma conta no Twitter, onde mantinha 6,61 milhões de seguidores até o momento de sua morte.

Seu filho Roberto Gómez Fernández produziu uma série de desenhos animados com base no programa original com atores que é transmitida pelo canal a cabo Cartoon Network.

A Televisa interrompeu nesta sexta-feira a programação de seus principais canais abertos e fechados de televisão, assim como de suas rádios, para fazer uma transmissão especial sobre sua vida e seus personagens.

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, lamentou pelo Twitter a morte de um “ícone cujo trabalho transcendeu gerações e fronteiras”.


Estas ¡Gracias! não são exclusivas de um blog — ou mesmo de um autor e suas fontes —, mas sim são um agradecimento de todas as gerações que conviveram com a obra de Chespirito. Sem dúvida, suas criações não serão esquecidas tão cedo. ¡Gracias Chespirito!

Fonte: SBT; G1; Reuters; El País; Televisa

Na terça-feira, participe do #DiaDeDoar [por @curiosocia]

Uma boa ação nunca é ruim. Aproveite esse fato e participe do movimento internacional#DiaDeDoar. Conheça o movimento, suas origens e seus objetivos.

D-O-A-R. Quatro letras. Palavra pequena, mas com imenso significado. Talvez um dos mais bonitos e complexos termos da língua portuguesa e de tantos outros idiomas. Doar vai muito além de dar. É verbo que compreende mais do que um sujeito. Quem doa, doa a alguém ou a muitos. E para fazê-lo necessita de desprendimento, generosidade e compromisso.

Para celebrar a beleza deste conceito e promover a cultura da doação em nossas sociedades, vários países, organizações e empresas do mundo inteiro realizarão uma grande campanha no dia 2 de dezembro. A proposta é simples: conclamar companhias, indivíduos, famílias, mídia e ONGs a doar.

O movimento internacional #GivingTuesday existe desde 2012, nos Estados Unidos, como resultado de uma parceria entre a organização nova-iorquina 92Y e a Fundação das Nações Unidas.

É o contraponto à Black Friday e à Cyber Monday, promoções do comércio para aumentar o consumo e as vendas nas lojas virtuais no final do ano, quando se aproxima a comemoração do Natal.

Rapidamente, ganhou forte adesão internacional e, hoje, reúne mais de 10 mil parceiros em países como Nova Zelândia, Canadá, Israel, Austrália, México, Singapura e Reino Unido, onde são promovidas atividades para estimular o ato de doar.

A intenção é que o movimento dissemine ações inteligentes, que possam ser replicadas e gerem impacto de grande escala nas populações mais carentes.

No Brasil, o movimento —#DiaDeDoar — foi organizado pela primeira vez em 2013 peloInstituto Doar, que faz parte de uma coalização de entidades — entre elas, a Acorde e a Arredondar — e indivíduos que se uniram para promover a solidariedade no país a partir do estímulo à doação, o Movimento por uma Cultura de Doação.

Em 2014, terá, pela primeira vez, o apoio do movimento internacional #GivingTuesday.

Lembre-se: para doar não é necessário muito. Mas deve envolver sentimento. Tem que ser de coração. Doar é compartilhar com o outro. Pode ser um objeto, um valor. Todavia, pode ser muito mais.

“ Doar tempo, sangue, medula, carinho, conhecimento, trabalho voluntário, atenção… É um ato que tem em seu interior a vontade de mudar a vida do próximo…”

Todo mundo tem o que doar. Isso é fato. Que tal começar doando um pouco do seu tempo para divulgar a hashtag #DiaDeDoar nas redes sociais?

Você verá que esta ação faz bem para todos: quem doa e quem recebe. Um universo está aberto para novas mudanças e elas podem começar com apenas quatro letras: D-O-A-R.


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Fonte: Superinteressante; Planeta Sustentável; #DiaDeDoar

Como a América trata seus imigrantes? [por @curiosocia]

Uma questão extremamente delicada é a imigração, em especial na América. Os Estados Unidos recebem inúmeros imigrantes a cada ano, e lidar com toda a entrada de pessoas pode até ser caótico. Recentemente, medidas do presidente Obama vêm tentando alterar a legislação a respeito desses.

O texto a seguir foi retirado de respostas dos usuários do Quora para a pergunta apresentada no título, além de integrar notícias recentes sobre o tema. Como o artigo foi escrito na data de ontem (20), as novidades mais recentes não estão presentes.

O presidente Barack Obama deu como morta, nesta segunda, a reforma do sistema de imigração, a iniciativa que devia definir seu segundo e último mandato na Casa Branca. Após constatar que este ano a votação da lei na Câmara de Representantes seria negada, o democrata Obama optará pela via de decreto para reparar “no que for possível”, o sistema de imigração, conforme anunciou em comparecimento público.

A lei, além de reforçar a fronteira com o México para limitar a chegada de imigrantes, devia oferecer uma via para a regularização dos cerca de 11 milhões de pessoas sem documentos — a maioria de origem latino-americana — que agora vivem nos EUA.

Em junho de 2013 o Senado, de maioria democrata [aliados de Obama], aprovou uma versão da reforma com 68 votos a favor — entre eles os de republicanos destacados — e 32 contrários. Mas a reforma encalhou na Câmara de Representantes, de maioria republicana [opositores], e seu presidente, o porta-voz John Boehner, se negou a permitir um voto sequer.

Se a reforma sanitária foi o projeto principal do primeiro mandato de Obama, a reforma migratória devia ser o do segundo. Ambas as leis eram projetos ambiciosos destinados a definir o legado do presidente. Não foi o primeiro a tentá-lo. Seu antecessor, o republicano George W. Bush também tentou que o Senado aprovasse uma reforma — similar à de Obama— mas esta, como agora, acabou naufragando com a oposição da direita do Partido Republicano.

“ Obama explicou em sua declaração que na semana passada Boehner o comunicou que não haverá nenhum voto para a reforma em 2014…”

O Congresso formado pelas eleições legislativas de novembro começará os trabalhos em janeiro de 2016. Nenhuma sondagem diz que os democratas de Obama possam recuperar a Câmara de Representantes, a via que permitiria uma reforma nos termos nos quais deseja o presidente.

O fracasso da reforma migratória não é uma surpresa. O bloqueio sistemático do Partido Republicano na Câmara de Representantes deixava poucas dúvidas sobre a escassa viabilidade da iniciativa. Mas no último mês as coisas complicaram-se ainda mais.

A derrota nas eleições primárias do líder da maioria republicana na Câmara de Representantes, Eric Cantor, foi interpretada como um sinal de que as bases conservadoras não tolerariam a menor fraqueza de seus líderes sobre a imigração: sem ser favorável à reforma, Cantor não era um de seus críticos mais estridentes.

A onda de milhares de menores precedentes da América Central dissipou qualquer esperança de uma reforma, que abriria aos sem documentos a porta da regularização. Alguns republicanos do Congresso veem na chegada de dezenas de milhares de imigrantes uma resposta às promessas de regularização e acesso à cidadania da lei.

Para Obama, o problema atual é fruto do desajuste da atual legislação, que tolera a presença de pessoas sem documento sem permitir a elas uma plena integração no país.

A renúncia à lei de imigração representa uma derrota de Obama, convertido em um “pato manco”: na gíria política dos EUA, o presidente que, no último trecho do mandato, deixou de ter influência.

O custo para os republicanos não é imediato. Nas eleições legislativas o votante hispânico participa pouco, mas nas presidenciais seu voto pode ser decisivo. Assim ocorreu em 2012, quando Obama levou 73% dos votos dos latinos, a minoria mais importante. E isso pode voltar a ocorrer em 2016, quando for eleito o sucessor de Obama: quem tiver os latinos contra si terá mais dificuldade para ganhar.

Imigração infantil

Apesar de a Casa Branca ter advertido que os milhares de menores imigrantes que cruzaram ilegalmente a fronteira nos últimos meses acabarão sendo deportados, especialistas e membros da Administração Obama reconhecem que o sistema de imigração atual lhes permite começar uma vida nos Estados Unidos.

“É verdade que vão deportar uma criança de cinco anos?” Esta é a pergunta que pode fazer qualquer um que siga a crise que sofrem os Estados Unidos com a chegada ilegal massiva de menores desacompanhados. Esta semana o congressista republicano Peter King apresentou a questão durante uma das audiências sobre o assunto realizadas na Câmara de Representantes.

A resposta é uma complexa trama legal que implica vários departamentos do Governo federal dos Estados Unidos, um sistema de imigração obsoleto e ausência de recursos econômicos e logísticos para responder à chegada de 52.000 imigrantes sem documentos nos últimos oito meses.

A insistência de King enervou o secretário de Segurança Nacional, Jeh Johnson, encarregado de explicar ao Congresso a resposta para esta crise. O governo Obama se esforçou em reiterar a mensagem de que nenhum menor que chegue de forma ilegal ao país poderá beneficiar-se das medidas já aprovadas, como o atraso das deportações de estudantes sem documentos, ou das que estão sendo estudadas como a reforma migratória.

Para isso, Obama inclusive enviou seu vice-presidente, Joe Biden, para a Guatemala, para advertir pessoalmente os presidentes e altos representantes da região centro-americana, que é a principal fonte do inquietante fluxo migratório.

A legislação norte-americana contempla diferentes condições para os imigrantes sem documentos do México e Canadá, para onde pode devolver os imigrantes interceptados na fronteira.

Entretanto, no caso de imigrantes sem documentos de outras nações, deve iniciar um processo que começa com sua detenção durante um máximo de 72 horas em instalações da Patrulha de Fronteira — ligada ao Governo Federal — para depois serem entregues para o Escritório do Refugiado e Reassentamento.

O tratamento segundo os americanos

O usuário Dan Holliday considera a situação de imigração aos EUA como mista. Se você é um imigrante latino-americano nos EUA em busca de algo melhor para a sua família do que sua situação na América Central ou do Sul, o tratamento não será bom.

Se você é do subcontinente Indiano, da Europa ou de países como a China ou o Japão, então você “vale ouro”. Nenhum grupo de imigrantes “não brancos” sai tão rapidamente da condição de imigrante recém-chegado aos subúrbios como o povo Desi[regiões como Índia, Bangladesh, Paquistão, Nepal e Sri Lanka].

Parte disso é garantido por conta de a maioria dos Desi terem o benefício de não precisar de“pequenas Délhis ou Dacas” para encontrar um ponto de entrada para integrar o país. A quase totalidade parte com conhecimento em língua inglesa muito além do inglês de imigrantes mexicanos, laosianos ou chineses. Qualquer grupo de imigrantes que não domine a língua facilmente quase sempre usa uma comunidade para se integrar à nação.

Além disso, há o fato curioso de como a distância entre Estados Unidos e o local de partida desses “filtra” os imigrantes. Conseguem apenas migrar aqueles com condições de comprar um bilhete de avião, dominar a língua inglesa e serem bastante motivados.

Por isso, os americanos veem a percepção distorcida do que é ser um indiano — para muitos, esses imigrantes são engenheiros, médicos ou técnicos da informática.

Isso não significa que não possam ocupar posições de destaque na Índia, mas sim o que basicamente qualquer cidadão norte-americano pensa ser um imigrante Desi.

Imigrar para os EUA geralmente é mais fácil do que à maioria dos países. Os EUA é uma terra de oportunidades decentes. Mas, dependendo de sua nacionalidade, a sua experiência é suscetível a alterações por conta de seu nível de escolaridade e domínio da língua inglesa.

Já Weenie Gespartan considera que os americanos tratam os imigrantes muito bem. Porém o sistema de imigração americano é arcaicoultrapassado e necessita de séria modernização. É realmente draconiano na forma como os imigrantes são tratados em comparação com os países mais modernos.

Emilya Burd concorda com Dan: depende de quem você é, de seu nível de educação, nível de renda e o que você espera alcançar. Também depende de onde você vem. Aqueles que, provavelmente, são tratados da pior maneira, ou seja, “discriminados” são não-brancos, sem alto nível de escolaridade e baixo nível de inglês.

Em geral, os EUA tratam seus imigrantes bem. Ela acha que o termo “americano” é inclusivo: “Eu não nasci aqui, tenho um leve sotaque e todo mundo assume que eu sou uma imigrante. Pelo menos na minha experiência, o fato de que eu ser de outro lugar é uma coisa legal, e não tira o fato de que eu sou americana.

Enquanto você quiser estar nos Estados Unidos e fizer um esforço para falar e aprender inglês, sempre haverá oportunidades, não importa quem ou o que você é.

A opinião de Alex Sergiwa contrasta com as outras. Segundo ele, infelizmente, o tratamentonão é muito bom e certamente deixa de ser “não-restritivo”, como o país fez durante a sua história. O passado costumava ver a América como a terra de graça, sem aplicação de fronteiras e as restrições internas. Hoje, a América é um lugar mais restrito, semelhante a qualquer outra antiga nação.

Os cidadãos americanos visam proteger os seus interesses de forma semelhante à de nacionalistas xenófobos conservadores ou sindicalistas da Europa e de outros lugares. Agora, Vales do Silício estão sendo criados em lugares como Londres e Berlim, lugares que foram submetidos à grande abertura devido às amargas lições das Primeira e Segunda Guerras Mundiais.

Da mesma forma, os EUA são também amigos de muitos de seus ex-colonizadores e ex-inimigos, como o Reino Unido. Seguem muitas das mesmas políticas e envolvem-se em muitas das mesmas guerras excessivamente expansivas, tais como no Afeganistão.

Isso levou à estagnação americana e à oportunidade para outros países, incluindo a União Europeia recém-formada, de reduzir a diferença de competitividade e influência estratégica que a América teve.

Portanto, a América trata seus imigrantes de uma forma “não-americana”, mas, à medida que continua, o que torna a América grande acabará reconhecido como nada mais do que apenas uma idade de ouro da descoberta e da liberdade que nunca retornará. E a América não será nada mais do que uma nação xenófoba de lento crescimento.


No Brasil, recentemente, o caso das imigrações haitianas gerou controvérsias. Assim continuará sendo, não só nos EUA, como aqui também, até o momento em que uma legislação eficiente a respeito da chegada de estrangeiros entre em prática, garantindo a liberdade, os direitos e deveres desses.

Qual a sua opinião? Fique ligado no Curioso e Cia. Veja outros posts como esse ou sugira um outro por e-mail, por mensagens do Facebook, pelo Twitter com a hashtag #QueroVerNoCurioso ou pelo Ask.FM. Entra aí:

Fonte: El País; Quora; “Qurious” on Quora
#Estudo ↪ Estranho “asim”? Qual será o futuro da língua? | Por @jpcppinheiro. Recentemente, vivemos a mais atual mudança na ortografia da Língua Portuguesa, o novo acordo iniciado em 2009. A “esphera lingüística” portuguesa, que já foi assim, tornou-se como a vemos hoje e pode ficar “asim” em breve. Veja como poderá estar nossa língua em alguns anos! http://curiosocia.blogspot.com.br/2014/10/estranho-asim-qual-sera-o-futuro-da.html

Estranho “asim”? Qual será o futuro da língua? [por @curiosocia]

Recentemente, vivemos a mais atual mudança na ortografia da Língua Portuguesa, o novo acordo iniciado em 2009. A “esphera lingüística” portuguesa, que já foi assim, tornou-se como a vemos hoje e pode ficar “asim” em breve. Veja como poderá estar nossa língua em alguns anos!

Você já se perguntou sobre o futuro da língua portuguesa? Nosso idioma passa portantas alterações que fica difícil imaginar quais serão as regras daqui a alguns anos!

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drummond de Andrade, in “Alguma Poesia”

Em algum momento da sua vida você já deve ter lido esse poema de Carlos Drummond de Andrade, não é mesmo? Pois saiba que o consagrado poeta, considerado o maior do século XX, recebeu inúmeras críticas por causa desses versos.

Ele colecionou recortes de jornal com artigos sobre o poema e cada opinião dos “entendidos” no assunto, e quando os versos completaram quarenta anos, Drummond publicou um livro divulgando todas as críticas recebidas, uma espécie de biografia de “No meio do caminho”.

↪ Mas o que haveria de errado com o poema publicado em 1928 na famosa Revista de Antropofagia? Por que ele despertou tanto interesse e provocou tanta celeuma?

Os versos de “No meio do caminho” foram considerados pobres e repetitivos, rejeitados por conta de seu “brasileirismo grosseiro, erro crasso de português” [essas foram as palavras usadas na crítica feita pelo jornal Folha da Manhã em 1942], uma crítica nada amistosa que condenava a substituição do verbo “haver” pelo verbo “ter”, consideradocoloquial demais para ser usado na Literatura.

Drummond ficava aborrecido com a polêmica em torno de seus versos e com a incapacidade que seus críticos tinham em compreender que a língua e a fala são elementosindissociáveis. O poeta já sabia disso há mais de oitenta anos, mas até hoje os “erros de português” são discutidos à exaustão, na maioria das vezes essas discussões desconsideram importantes elementos, como as variações linguísticas.

Darwinismo “linguístico”

Felizmente, a língua portuguesa evoluiu, e substituir o verbo “haver” pelo verbo “ter” não rende mais nenhuma notinha pequenininha no canto do jornal.

Isso nos traz um questionamento interessante, que nos faz lembrar que a língua é um organismo vivo e dinâmico. Mas, afinal, qual será o futuro da língua portuguesa?

O que era absurdo há oitenta anos, hoje é absolutamente aceitável. Será que o que é absurdo hoje também será aceitável daqui a, por exemplo, cem anos? Provavelmente sim.

↪ Os brasileiros de hoje dificilmente travariam um diálogo corriqueiro com brasileiros que viveram há duzentos anos, assim como nós seríamos possivelmente incompreendidos por brasileiros dos anos 2200. Já imaginou como seria engraçado esse encontro de gerações?

O português brasileiro é extremamente receptivo se comparado ao português lusitano, que, na defesa quase quixotesca do idioma, execra estrangeirismos e neologismos. No Brasil, a língua portuguesa é uma menina simpática, recebe bem novos vocábulos — vindos sobretudo do inglês — e, às vezes, até arruma um espaço no dicionário para que essas novas palavras fiquem mais à vontade em nossa lexicografia.

Importar e adaptar palavras não é exatamente uma novidade: no início do século XX o francês era um dos idiomas mais importantes justamente porque a França exercia grande poder sobre o mundo.

↪ Diz placa, “Nesta casa faleceu, em 18 de janeiro de 1589, o pároco desta freguesia do coração de Jesus, Pe. José Ignacio de Gouvêa Coutinho. Fique esta lápide aqui perpetuando a augusta memória das suas virtudes e grata saudade dos que foram seus paroquianos. Janeiro de 1888”.

Então chique era falar francês e importar o máximo possível de vocábulos desse idioma. Depois, com a ascensão do poder estadunidense, a língua inglesa virou uma febre mundial, então copiamos expressões e palavras do inglês, subservientes ao seu poder cultural.

Não se espante se de repente o mandarim, língua oficial da China, começar a infiltrar-se em terras brasileiras, porque a História prova que a tendência é copiarmos palavras de outros países que se tornaram importantes.

Não se espante também se de repente falares considerados incultos começarem a ganhar prestígio linguístico, porque a moda agora é valorizar as diferenças entre grupos [viva à globalização!].

 

Então alguns dialetos regionais do Brasil podem ganhar notabilidade e respeito, corroborando a ideia das variações linguísticas.O gerundismo, vício de linguagem que hoje é visto com maus olhos pelos estudiosos da língua, pode “estar vindo” a ser parte integrante da norma culta, basta que ganhe prestígio e alcance textos escritos sem que fiquemos espantados por isso.

A grande verdade é que a evolução da língua portuguesa é visível, ela é cotidianamente modificada por seus falantes, seus verdadeiros donos. Somos nós quem decidimos quais palavras ficarão consagradas pelo uso e quais palavras serão descartadas pela falta de adesão dos falantes.

As mudanças são tão rápidas que gramáticas e dicionários mal conseguem acompanhar, ficam aguardando que expressões e palavras permaneçam no idioma para só assim fazerem alterações nos compêndios. Portanto, o que hoje se configura como inovação da língua portuguesa poderá vir a ser padrão na escrita para nossos netos! Quanto à pergunta sobre o futuro da língua, a resposta só o tempo trará.​Exemplos da evolução da língua portuguesa:

↪ Na modalidade oral, e até mesmo na modalidade escrita, já substituímos os pronomes pessoais clássicos por outros mais coloquiais:

Nós não queremos só comida, nós queremos comida, diversão e arte” → “A gente nãoquer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”.

↪ O futuro do presente vem sendo substituído pelo futuro perifrástico:

“Eu amarei até o fim de meus dias” → “Eu vou amar até o fim de meus dias”.

↪ A ênclise, pronome posto após o verbo, também dá sinais de que em breve desaparecerá:

Amo-te tanto, meu amor!” → “Eu te amo tanto, meu amor”.

Mudansas estranhas?

Quem já estudou gramática sabe: a língua portuguesa é um mundaréu de regras — e exceções. Isso torna a ortografia um dos grandes desafios para quem quer escrever de acordo com a norma culta.

Para o professor Ernani Pimentel, que já causou muita polêmica na mídia por defender uma escrita mais simples, nosso idioma ficaria melhor sem tanta confusão entre gês e jotas,agá e sem agá, hífen ou sem hífen.

Não tem jeito: as exceções das regras têm de ficar na cabeça na base do decoreba. Pimental é contra. “Hoje não interessam mais fórmulas dogmáticas e irracionais. As regras têm de ser lógicas, baseadas no entender e raciocinar, diz.

Atualmente, cerca de 400 horas são gastas para ensinar ortografia no ensino básico do Brasil. Para ele, a simplificação das regras e a eliminação das exceções permitiriam usar esse tempo para aprender outras coisas.

Pimentel lista sugestões para tornar mais fácil a escrita. O ‘h’ sumiria. As palavras com som de “jê/gê” ou “ji/gi” seriam escritas com ‘j’, não com ‘g’. “Nas línguas nórdicas, o ‘g’ tem sempre som de ‘gue’. “Aqui deveria ser assim”, diz. O ‘s’,’c’,’ç’ se resumiriam a uma única letra quando usadas no meio da palavra. Já a letra ‘k’ entraria de vez na nossa língua, não apenas em palavras estrangeiras.

↪ Sendo asim, em breve estaremos escrevendo desa maneira diferente e estranha nos dias de oje. Será ke ese novo modo entrará em vigor e teremos palavras como: jeloengiaomemkeijo?

“Acordo ortográfico é retrocessonão evolução”. Pimental é um dos maiores críticos do Acordo Ortográfico de 1990, que vigora por aqui desde janeiro de 2009. “O Brasil está falando sozinho. Todos os outros países que usam o português sabem das enormes barreiras que impedem o aprendizado das novas regras, diz.Entre os países signatários, o Brasil determinou que, até o fim de 2012, coexistem as normas da antiga e da nova grafia. Depois disso, só as regras do Acordo serão aceitas. Portugal estendeu o prazo para 2015, mas pretende colocar a lei em prática apenas em 2018. Moçambique e Angola não vão colocar as normas em vigor. Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste aguardam a implementação.

Segundo o professor, o Acordo desrespeita algumas de suas determinações. Por exemplo, de que deveria ter sido publicado o Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, com termos técnicos e científicos acordados por todos os envolvidos. Mas até hoje esse documento não existe. O que vale é o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa [Volp], que se fundamenta apenas em Brasil e Portugal.“Isso já é um desrespeito ao Acordo, pois há muitas contradições entre este e o Volp. O primeiro diz que a grafia correta de azeite de dendê é sem hífen, enquanto o Volp sugere com hífen, esclarece. Já as palavras an-hidro, co-herança, re-humanizar são escritas dessa maneira pelo Acordo, mas perdem o hífen no Volp.

Por lei, a ABL [Academia Brasileira de Letras], é obrigada a ter a aprovação do Congresso Nacional e das oito partes envolvidas em qualquer alteração que promove no Acordo. “Mas eles incluem ou excluem regras sem considerar suas próprias bases legais.

No que diz respeito ao hífen, por exemplo, a ABL incluiu prefixos que eliminavam o hífen antes do h sem consultar ninguém“O trema, por exemplo, nunca deveria ter sidoexcluído da nossa língua”, defende.

Ridículas e patéticas?

Apesar dos argumentos de quem propõe as mudanças, as medidas têm rejeição por parte de alguns linguistas. O filólogo e professor da UnB [Universidade de Brasília]Marcos Bagno, não economiza críticas ao falar da proposta: “São ridículaspatéticas e merecem todo o desprezo da comunidade de linguistas do Brasil”, diz.

Para Bagno, o argumento de que as novas mudanças facilitariam o aprendizado não é válido“Aprender a escrever em chinês é muito mais complicado do que aprender a escrever em português, e 94% dos chineses são alfabetizados. A questão éalfabetizar e letrar a população. A ortografia pode ser qualquer uma, aponta.

Pimentel aponta que as críticas à proposta sempre vêm da academia e não de quemensina para crianças“Há pessoas que defendem a etimologia na construção da ortografia. Mas há várias regras em que ela é quebrada. Temos que decidir sermos mais práticos. Assim, as crianças podem aprender melhor, responde.


Essa é uma questão que ainda irá causar inúmeras discussões por parte dos linguistas e “revolucionários da língua”. Não esqueçamos que nossa língua tem uma formação, umahistória de desenvolvimento e evolução. Não seria essa alteração um esquecimento do passado do português brasileiro? Diga-nos [ou nos diga, como preferir] qual a sua opinião sobre o assunto!

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Fonte: Brasil Escola; UOL; Simplificando a Ortografia
Mapa Mundi (IBGE)

Os 5 países “criados” mais recentemente [por @curiosocia]

Após a [alteração] quase alteração do mapa britânico, com a separação da Escócia, o Curioso e Cia. traz para você uma lista dos países que conquistaram independência mais recentemente. Veja só quais são os 5 primeiros!

Escócia disse “não” e continua a fazer parte do Reino Unido. Apesar da negativa, outras localidades europeias continuam firmes no processo de ouvir sua população e tentar declarar a independência.

Catalunha, por exemplo, luta contra a Espanha para fazer o plebiscito. Caso semelhante ao que enfrentam Flandres, na Bélgica, e Vêneto, na Itália. Pesa contra o fato de que, nos últimos 20 anos, poucos foram os países que se tornaram independentes e integraram o quadro da ONU. Trazemos aqui quatro dessas histórias e uma situação que já se arrasta há alguns anos.

[2011] Sudão do Sul

 

Sudão foi, por muito tempo, um país com guerras constantes. Antes mesmo da sua independência, que aconteceu em 1956, já havia conflitos entre as áreas norte e sul, motivados por divergências religiosasentre as duas regiões.

A primeira guerra civil só terminou em 1972, quando o norte ofereceu autonomia ao sul. A trégua durou 11 anos, quando a liberdade dos sulistas foi retirada pelo governo. Desde então, estima-se que mais de 1,5 milhões de pessoas morreram no conflito, que terminou com um acordo de paz, em 2005.

Um dos pontos desse acordo era a realização de um plebiscito para saber se o Sudão do Sul se tornaria independente. Ele foi realizado entre os dias 9 e 15 de janeiro de 2011 e 98,83% da população se declarou a favor da independência. Em 9 de julho, o Sudão do Sul se tornou, oficialmente, o país mais jovem do mundo.

A situação por lá, porém, não é das mais tranquilas. Uma das maiores crises atuais enfrentadas pelo novo país africano é política. Em dezembro de 2013, tropas favoráveis ao então vice-presidente, Riek Machar, entraram em conflito com as do presidente Salva Kiir.

Organização das Nações Unidas afirma que cerca de 1,5 milhões de pessoas foram deslocadas de suas casas por causa da briga. O cenário atual é um pouco mais otimista, pois os grupos rivais assinaram um cessar-fogo de sete meses, no fim de agosto de 2014.

O que não é tão otimista é a situação da população. Ainda de acordo com a ONU, o país vive uma série crise de distribuição de alimentos e não consegue cumprir as necessidades básicas de abastecimento de água, de saneamento ou de saúde.

Organização afirma que meio milhão de crianças com menos de 5 anos precisarão de tratamento para desnutrição, isto só em 2014. E o pior, a Unicef estima que cerca de 50 mil podem morrer em 2014 por causa desse problema.

[2008] Kosovo

Dentre o intrincado processo territorial envolvendo a antiga Iugoslávia, o Kosovo é um dos poucos casos ainda sem solução. Ele se declarou independente em 2008, porém isso foi feito sem nenhum acordo formal com a Sérvia.
Essa decisão unilateral foi aceita por 56% dos países que pertencem à ONU e por 82% daqueles que pertencem à União Europeia.
Kosovo já participa do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial, da União Internacional dos Transportes Rodoviários e do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa. O problema é que a Sérvia, parte diretamente envolvida no processo, e alguns outros países, como RússiaChina e Brasil, continuam sem reconhecer a independência da região.

Parte desse conflito acontece por causa da relação entre os albaneses e os sérvios que vivem por lá, agravada pelas consequências da Guerra do Kosovo, que aconteceu em 1990. A derrota da Sérvia fez com que a ONU criasse uma missão de administração interina para a região, que teria uma certa autonomia em relação ao país a que continuava ligada.

O poder foi entregue, em 2001, para as lideranças albanesas e o processo de independência começou a ser discutido novamente. A Sérvia, porém, insiste que Kosovo continue a pertencer a ela, enquanto as lideranças locais dizem que a única solução é se tornarem independentes.

Acordos diplomáticos foram trabalhados nesse período, mas sem nenhuma conclusão. Sérvia e Rússia se recusam a aceitar a independência. Com isso, em 17 de fevereiro de 2008, o Kosovo declarou sua independência e agora aguarda o total reconhecimento internacional, em um processo que se arrasta ao longo dos últimos seis anos.

[2006] Montenegro

Principado de Montenegro foi formado em 1852 e, desde então, a região já lutava para se ver independente do Império Otomano.

A oficialização dessa independência só aconteceu após várias batalhas e a assinatura do Tratado de Berlim, em 1878, quando os otomanos enfim reconheceram a autonomia do local.
A independência de Montenegro durou até 1918, quando terminou a Primeira Guerra Mundial e eles, que haviam sido invadidos pelo Império Austro-Húngaro por apoiarem os Aliados, foram incorporados à Iugoslávia.

Com o desmanche do país, em 1992, um referendo foi feito com a população de Montenegro, perguntando se eles gostariam de ser um estado com autonomia, mas que continuasse atrelado à Iugoslávia, ou se queriam a independência.

Cerca de 96% da população disse que preferia manter a situação como estava e, com isso, o país foi mantido, apenas com os territórios da Sérvia e de Montenegro. A separação definitiva começou em 2003, quando a Iugoslávia foi extinta e se formou a frágil Sérvia e Montenegro.

Um novo referendo foi feito com a população em 2006 e, dessa vez, sob a supervisão da União Europeia. A organização pedia um mínimo de 55% de aprovação para reconhecer o país como independente e o resultado da votação foi apertado, fazendo valer a autonomia do estado por apenas 0,5% dos votos.

No dia 3 de junho de 2006, Montenegro declarou sua independência e, menos de um mês depois, já era o 192º país a integrar o quadro da ONU.

[2002] Timor-Leste

A história da independência do Timor-Leste passa, primeiro, pela Revolução dos Cravos, ocorrida em Portugal no dia 25 de abril de 1974.

 Saiba mais sobre esse país na “#SériePaíses: Timor-Leste

Foi ela a responsável por levar de volta a democracia para o país ibérico e garantir que o processo de descolonização do Timor-Leste acontecesse, já que as ditaduras de Salazar e Marcelo Caetano se recusavam a aceitar isso.

Em 28 de novembro de 1975, o Timor se tornava uma nação independente. A situação, porém, não durou muito tempo. Em 7 de dezembro, sob o pretexto de proteger sua população que vivia no país, a Indonésia invadiu o território timorense, anexando-o como a 27ª província daquela nação.

Deu-se início a um período de muita luta da população local para se ver livre do domínio indonésio. A Comissão de Acolhimento, Verdade e Reconciliação de Timor-Leste [CAVR] estima que pelo menos 102.800 pessoas tenham morrido entre 1975 e 1999. O uso do português foi abolido e o ensino do tétum, língua local, foi desencorajado.

A situação começou a mudar em 1996, quando José Ramos-Horta e o bispo D. Ximenes Belo receberam o Nobel da Paz pela defesa dos direitos humanos e da independência do Timor-Leste. O mundo voltou os olhos para o país e, em 1999, uma força de paz da ONU, chefiada pelo brasileiro Sérgio Vieira de Mello, ajudou a desarmar os milicianos e levar a paz.

Um referendo realizado no mesmo ano mostrou que 78,5% da população era favorável à independência e consequente separação da Indonésia, coisa que só aconteceu após a estabilização política, três anos depois.

[1994] Palau

Este arquipélago localizado no oeste do Oceano Pacífico, próximo de Filipinas, conseguiu sua independência em 1979, mas o processo se arrastou tanto que acabou finalizado apenas na década de 1990.
Os eventos que culminaram na independência de Palau, porém, começaram bem antes disso, ainda na Primeira Guerra Mundial.

Durante o fim do século XIX, o arquipélago se viu sob a disputa de Espanha, Alemanha e Inglaterra. Quem decidiu esse impasse foi o papa Leão XIII, em 1885, que reconheceu o domínio dos ibéricos.

Quatorze anos depois, a Espanha vendeu as ilhas para a Alemanha que, com a Primeira Guerra Mundial, viu seu território além-mar ser invadido pelo Japão, que permaneceu por lá até 1944. O país foi o cenário para uma intensa disputa entre Estados Unidos e Japão, que terminou com a vitória dos norte-americanos.

Em 1947, a ONU decidiu que Palau faria parte do Protetorado das Ilhas do Pacífico, comandado pelos Estados Unidos. Já em 1979, por causa das diferenças culturais e de linguagem, a população das ilhas se recusou a se juntar aos Estados Federados da Micronésia e iniciou um longo processo de organização para a independência.

Dois presidentes morreram de forma trágica no caminho [um assassinado e outro se suicidou], o que atrasou ainda mais o processo, que só foi encerrado em 1994, quando Palau se viu completamente independente dos Estados Unidos e passou a integrar o quadro da ONU.

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Fonte: Superinteressante
Bandeira da Escócia

#SériePaíses: Escócia [por @curiosocia]

Halò! Um assunto que mexeu com o mundo durante os dias de ontem e hoje foi a possível saída da Escócia, a partir de um plebiscito, da comunidade do Reino Unido. Por isso, a#SériePaíses traz um post especial, mostrando um pouco desse “país” para você. Veja só!

Post do @curiosocia, compartilhado especialmente na rede Olá! Como Vai? Para ver mais posts da #SériePaíses no Curioso e Cia. clique aqui!

Um pouco da Escócia

Escócia [em inglês e em escocês Scotland // em gaélico escocês Alba] é uma das nações que integram o Reino Unido. Ocupa o terço setentrional da ilha da Grã-Bretanha, limita com a Inglaterra ao sul e é banhada pelo Mar do Norte a leste, pelo Oceano Atlântico a norte e oeste e pelo Canal do Norte e pelo Mar da Irlanda a sudoeste.

O território escocês inclui mais de 790 ilhas. O mar escocês no Atlântico Norte e no Mar do Norte contém as maiores reservas de petróleo da União Europeia. A capital Edimburgo é um dos maiores centros financeiros europeus.

“ Mesmo sendo Edimburgo a capital e uma das principais cidades da Europa, a principal metrópole do território é Glasgow…”

O nome Escócia deriva de “Scotus”, termo latino para “irlandês” [sim, irlandês! // a forma plural é Scoti]. Isto refere-se aos colonos gaélicos da Irlanda, que os romanos originalmente chamado de Scotia” [forma feminina de Scotus].

Os irlandeses que colonizaram a atual Escócia eram conhecidos como “Scoti”. Os romanos da Idade Média usavam o nome“Caledônia” para se referirem ao território atual.

Independente até 1707, os Parlamentos da Escócia e da Inglaterra promulgaram, após ameaças inglesas de interromper o comércio e a livre circulação na fronteira comum, os Atos de União que criaram o Reino Unido da Grã-Bretanha.

“ Com uma área de aproximadamente 78.772 km², sua única fronteira terrestre é com a Inglaterra, ao sul, oficialmente dentro do Reino Unido…”

O país inclui o território na Grã-Bretanha e diversos arquipélagos, como as Shetland, as Órcades e as Hébridas. O território britânico da Escócia pode ser dividido em três áreas: as Highlands ao norte // o Cinturão Central [Central Belt] // as Terras Altas Meridionais [Southern Uplands] ao sul.
As Highlands são montanhosas e apresentam as maiores elevações das Ilhas Britânicas [Ben Nevis, com 1.344 metros, é o ponto mais alto]. O Cinturão Central é plano, concentra a maior parte da população e inclui grandes cidades, entre elas as já citadas Glasgow e Edimburgo. As Terras Altas Meridionais são a região menos populosa das três.

“ A economia da Escócia é baseada no setor de serviços, principalmente agrícola e têxtil…”

Edimburgo é um dos principais centros financeiros da Europa. Também se destaca no setor de bebidas, onde produção de uísque é o principal produto. Edimburgo e Glasgow são as cidades mais industrializadas da Escócia. A evolução da economia escocesa é bastante dependente da evolução da economia de todo o Reino Unido.
Em 15 de outubro de 2012, os primeiros-ministros do Reino Unido e da Escócia, David Cameron e Alex Salmond, assinaram o acordo que permitiu, em 18 de setembro de 2014 [ou ontem], a realização de um referendo a respeito da independência da Escócia [sobre esse assunto, iremos falar mais abaixo].

Passado fascinante

Mesmo que você nunca tenha sido fã de história durante os seus anos escolares, pode ter certeza de que você vai mudar de ideia! A história da Escócia é fascinante, cheia de tramas, disputas e batalhas, com verdadeiros heróis e vilões, com mistérios que até hoje não puderam ser solucionados.

É importante saber um pouquinho sobre eles para poder entender melhor os contextos históricos e para aproveitar o imenso volume de informação que os castelos, palácios e museus do país oferecem.

Aqueles que visitam a Escócia irão pelo menos uma vez ouvir falar sobre William WallaceRobert The Bruce e Mary Queen of Scots, sobre as batalhas de Stirling BridgeBannockburn e Culloden.

William Wallace, o “Coração Valente”, liderou a rebelião escocesa contra o rei Eduardo I e derrotou de forma heroica o exército inglês na Batalha de Stirling Bridge. Ele é considerado até hoje um dos maiores patriotas e heróis da história da Escócia.

Wallace nasceu em 1272 em Elderslie. Vindo de uma família de pequena nobreza, pouco se sabe sobre sua infância.

Em 1296, o rei Eduardo I da Inglaterra aproveitou-se de uma disputa e crise na sucessão do trono da Escócia e se impôs como soberano do país. Em poucos meses, o descontentamento era generalizado.

A Inglaterra governava e controlava a Escócia com tirania e violência. Wallace era um verdadeiro patriota, que queria nada mais que a paz e a liberdade dos escoceses. A sua motivação conquistou o povo e uniu os clãsdo país.
» Na foto, Estátua de William Wallace, em Aberdeen…
Em maio de 1297, o líder atacou a vila de Lanark, matando o xerife inglês. O que era um descontentamento do povo se tornou uma rebelião. Muitos homens se uniram a Wallace para expulsar os ingleses de Fife e Perthshire. Em setembro, derrotou o exército inglês na Batalha de Stirling Bridge de forma heroica.

“ A infantaria escocesa estava formada por aproximadamente 2.000 homens e a cavalaria por 300, já os ingleses eram mais de 9.000 homens na infantaria e sua cavalaria contava com mais de 2.000! Apesar disso, a rebelião saiu vitoriosa…”

O sucesso desta e de outras batalhas enfraqueceu a dominância e a presença da Inglaterra na Escócia. Então, Wallace decidiu começar a atacar a Inglaterra. No final de 1297, foi nomeado cavaleiro e guardião do reino em nome de John Balliol, o rei deposto da Escócia.

O rei Eduardo I decidiu então marchar ao norte com seu exército. A estratégia de Wallace era evitar confrontos, para isso ele foi gradualmente se afastando do exército inglês e seguindo em direção ao norte. Ele destruiu os campos forçando o rei a marchar cada vez mais em direção ao interior da Escócia. Em julho de 1298, os exércitos escocês e inglês se enfrentaram próximo a Falkirk e os escoceses foram derrotados.

Wallace escapou, resignou como guardião da Escócia e foi sucedido por Robert the Bruce e John Comyn. Coração Valente então saiu do país e foi à França em busca de apoio para a causa escocesa. Ele voltou à Escócia em 1303. Durante a sua ausência, Robert the Bruce tinha aceitado uma trégua com o rei Eduardo I e, em 1304, John Comyn também fez as pazes com os ingleses.

Wallace tinha sido excluído desta trégua. O rei inglês ofereceu uma boa recompensa para qualquer pessoa que o capturasse ou o matasse. O Wallace foi capturado na região de Glasgow em agosto de 1305, e levado a Londres. Foi acusado e julgado por traição.

O herói negou que havia cometido alguma traição pois ele nunca tinha jurado fidelidade ao rei inglês. Assim mesmo, ele foi condenado, enforcado e esquartejado. Sua cabeça foi exposta na ponte London Bridge e seus membros exibidos em Newcastle, Berwick, Stirling e Perth.

Passado às gerações

As tradições são mantidas e repassadas há gerações. Isso é impressionante. A arquitetura preservada em estilo predominante medieval, embeleza Edimburgo, e espalha-se pelo restante do país.

Old Town [centro antigo da cidade de Edimburgo, mostrado na foto] nos remete à Idade Média quando passamos pelos becos [courts] existentes na Royal Mile.

E quando o assunto é cultura, basta ir às cidades das Highlands e perceber que o tempo não passou, pois existem cidades nas quais o Gaélico, idioma original da Escócia, ainda é falado, inclusive conta com programas de TVs específicos que transmitem concursos de músicas e tudo mais.

A Escócia tem uma forte tradição intelectual e literária, que é representada por grandes nomes, tais como Robert Burns [A valsa da Despedida]Robert Louis Stevenson [A Ilha do Tesouro // O Médico e o Monstro // As Aventuras de David Balfour] e Walter Scott [A Dama do Lago e Coleção Waverly], além do filósofo David Hume.

Sem dúvida, o show à parte dado pelos grupos de gaitas de foles é um destaque do país. As ruas próximas ao Castelo de Edimburgo ficam lotadas de artistas anônimos, misturados aos turistas dos mais diversos locais. Todo esse movimento é muito importante para aquecer a economia local e reforçar os laços culturais.

“ Nas esquinas dos principais centros na Escócia ainda é possível ouvir uma gaita de foles entoando canções históricas e hits de sucesso…”

Tartan, tradicional tecido em lã que representa cores e padronagens específicas de cada família ou Clã [clan em inglês], é a base para uma das vestes masculinas mais inusitadas do mundo, o Kilt.
Esse tradicional traje é bastante utilizado nas Highlands e hoje em dia está espalhado por vários outros países. Ele é, sem dúvidas, uma marca registrada da Escócia.

Amor canino

Próximo ao cemitério Greyfriars está uma estátua em homenagem ao cãozinho Bobby. É um ponto turístico onde a maioria dos visitantes faz questão de tirar uma foto.

Bobby, da raça Skye Terrier, ficou famoso no século XIX pois passou 14 anos tomando conta do túmulo do seu dono John Gray até falecer em 14 de janeiro de 1872 e ser enterrado próximo ao portão do jardim do cemitério Greyfriars.

John Gray era um policial noturno. Os dois se tornaram companheiros inseparáveis e conviveram por aproximadamente 2 anos até que John faleceu de tuberculose. John foi enterrado no cemitério Greyfriars e Bobby passou todos os anos ali sempre próximo ao túmulo de seu companheiro até que ele mesmo falecera.

Bobby era muito querido por todos que ficavam comovidos com a lealdade deste cãozinho. Quando em 1867 os cidadãos da cidade começaram a cogitar sobre uma lei para que todos os cachorros sem dono fossem mortos, o Sir William Chambers que era prefeito e também diretor da Sociedade Escocesa de Prevenção a Crueldade contra Animais pagou uma licença para que Bobby passasse a ser responsabilidade da Prefeitura.

A estátua de Greyfriars Bobby, assim como ficou conhecido, é de tamanho natural e foi criada em 1872 imediatamente após a sua morte. Originalmente, a estátua do Bobby estava voltada para o cemitério, mas sua direção foi mudada pelo antigo dono do Greyfriars Bobby’s Bar fazendo com que seu pub apareça nas muitas fotos tiradas todos os dias.

O Monstro do Lago Ness

Próximo à Inverness, no norte da Escócia, fica o Lago Ness — o maior lago de água doce da Grã-Bretanha. Mas não foi o tamanho que o tornou famoso mas sim, seu especial habitante: o monstro do Lago Ness [ou a Nessie, como é chamada na região].

A maioria das pessoas que dizem ter visto Nessie a descrevem como uma criatura gigante nadando, fêmea e com um longo pescoço. As aparições alimentaram a teoria de que a criatura seria, na verdade, um antigo réptil aquático — o plesiossauro — que foi havia sido extinto.

“ Quem acredita nessa teoria geralmente se refere a um peixe chamado celacanto, também extinto, mas que supostamente reapareceu na costa da África do Sul, em1938…”

Os relatos de aparições começaram no século VI, mas são as aparições atuais e evidências fotográficas que realmente captaram a atenção de todo o mundo.
É impossível listar o número de pessoas que dizem ter visto Nessie. Alguns acreditam que o longo histórico de aparições já é a própria prova de que a criatura existe. Mas na grande maioria dos casos, as fotos ou são fraudadas ou captaram sem querer barcos e outros animais, que causaram a confusão.
Uma das fotos mais icônicas de Nessie é conhecida como “Surgeon’s Photograph” [na foto ao lado], que muitos achavam ser uma boa evidência de que o monstro existia realmente.
Entretanto, revelou-se depois que a foto não passava de uma fraude muito bem elaborada nos anos 90.
Apesar das fraudes, muitos continuam com a certeza de que o monstro do Lago Ness existe. Diversas fotos e filmes analisados são considerados verdadeiros. Muitas evidências podem ser vistas na Exibição Oficial do Monstro do Lago Ness.

Um novo país?

Em guerras travadas no século XIV, o Reino da Escócia já buscava sua independência do Reino da Inglaterra.

Os dois países só se uniram de vez, formando o Reino da Grã-Bretanha, em 1707 e, em 1801, o Reino Unido[após a adesão da Irlanda].

Desde a década de 1920, a ideia de separar a Escócia da InglaterraPaís de Gales e Irlanda é discutida, ainda com mais intensidade após a criação do Partido Nacional Escocês [SNP, na sigla em inglês], em 1934.

No final da década de 1950, dois milhões de escoceses [em uma população de cinco milhões] assinaram um documento que já pedia a independência, mas o processo não foi levado adiante.

Em 1979, um referendo que pedia a criação de uma Assembleia Escocesa usava o termo“devolução”, já que restabeleceria um Parlamento Escocês como o que existiu do século 13 até 1707.

A chamada devolução aconteceu após um novo referendo, em 1997, e o novo Parlamento Escocês teve seus representantes eleitos em 6 de maio de 1999. É este o parlamento que o governo britânico promete fortalecer caso a maioria dos escoceses rejeitem a independência nesta quinta.

“ A proposta de independência foi fortalecida em 2011, quando o SNP teve uma significativa vitória eleitoral, conquistando a maioria das cadeiras do Parlamento Escocês…”

Um acordo entre os governos da Escócia e do Reino Unido permitiu que, em março de 2013, fosse apresentado o projeto de lei para a nova votação. Aprovado pelo Parlamento Escocês em 14 de novembro de 2013, ele recebeu o Consentimento Real em dezembro do mesmo ano.

A pergunta aos eleitores é bastante simples e, como em todo plebiscito, deve ser respondida com sim ou não: A Escócia deve ser um país independente?.

Mudaria…

Um dos principais argumentos dos separatistas é econômico. Cerca de 90% das reservas de petróleo do Reino Unido no Mar do Norte estão em território escocês, e eles alegam que, com isso, a Escócia poderia se tornar um dos países mais ricos do mundo.

Já aqueles contrários à separação afirmam que as reservas irão se esgotar no futuro, e que o sucesso na exploração do petróleo e gás natural só é possível graças à contribuição do Reino Unido.
A questão da energia também gera debates, com os defensores do “não” afirmando que a Escócia sozinha não teria instalações suficientes para gerar toda a energia de que necessita, o que é refutado pelos separatistas.

“ Itens como saúde, educação, agricultura, orçamento, segurança e as relações políticas e econômicas com outros países também são alvos de discussão, em geral com argumentações semelhantes…”

Os favoráveis à independência dizem que todos esses setores seriam beneficiados caso fossem geridos localmente, sem a influência do governo do Reino Unido. Seus opositores, porém, garantem que a Escócia não seria tão bem sucedida quanto é hoje se não tivesse tido o apoio do Reino Unido.
…com o “sim”
Caso ganhe o “sim”, o período de transição se estenderá até março de 2016, quando acontecerão as primeiras eleições para um Parlamento Escocês totalmente independente. Até lá, Escócia e Reino Unido irão negociar a divisão da dívida externa e questões que envolvem desde o sistema educacional até o uso da moeda.

O primeiro-ministro escocês já sinalizou que pretende continuar usando a libra esterlina, mas isso só será possível caso haja a concordância do governo britânico, que não se mostra favorável à ideia. Outras opções seriam a adoção do euro ou a criação de uma moeda própria, o que economistas consideram inviável pelos altos custos.

Também indefinida é a situação do país em relação à Comunidade Europeia, já que existe uma discussão sobre ele poder aderir ao grupo automaticamente ou ser obrigado a se candidatar a uma vaga. Os escoceses dizem ainda que gostariam de se tornar membros da Organização do Tratato do Atlântico Norte [OTAN], e que pretendem criar uma Constituição própria, que entre seus itens terá a proibição de armas nucleares no país. Com isso, o governo britânico teria até 2020 para retirar o sistema de mísseis nucleares Trident da base naval de Faslane, perto de Glasgow.

A Escócia deve ainda criar seu próprio aparato de inteligência, após perder o acesso a órgãos britânicos como o MI5 e o SIS, e planeja abrir mais de 100 embaixadas em diversos países. O país também quer ser um membro da Commonwealth, assim como Austrália e Canadá, e se manter uma monarquia constitucional, o que significa manter a soberania da rainha Elizabeth II e a contribuição financeira às despesas da família real.

…com o “não”
Pouca coisa deve mudar caso o “não” saia vitorioso. Mas o governo do Reino Unido já garantiu que irá ampliar a autonomia escocesa se isso acontecer. No início de setembro, o ministro das Finanças da Grã-Bretanha, George Osborne, prometeu inclusive apresentar planos que oferecerão maior autonomia à Escócia em impostos, custos e benefícios sociais. David Cameron também afirmou que o Parlamento Escocês deverá ser fortalecido, com mais assuntos relacionados ao país sendo decididos por ele, em vez de pelo Parlamento Britânico. Caso a independência seja rejeitada, não existe previsão de realização de um novo plebiscito.

…mas não mudou!

Escócia rejeitou a proposta de ser independente do Reino Unido, com a vitória do“não” com quase 55,30% dos votos, informam as agências internacionais de notícias EFE, AFP e Reuters.

A rede britânica BBC chegou a antecipar, no início da madrugada desta sexta (19), que os eleitores rejeitariam a proposta dos separatistas.

“não” liderou as parciais na apuração do referendo sobre a independência da Escócia o dia todo, e venceu em 27 dos 32 distritos eleitorais, com um total de 2.001.926 votos, contra 1.617.989 votos do “sim” [44,70%].

“ A Escócia decidiu que este não é o momento de ser um país independente”, reconheceu o líder separatista Alex Salmond

A votação começou às 7h [3h, no horário de Brasília] em 2.608 postos em toda a Escócia, e a apuração teve início assim que o processo foi encerrado, às 22h [18h, em Brasília]. A vice-primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, admitiu que “há uma real decepção com o fato de que não conseguimos a vitória, por pouco”, neste histórico referendo celebrado pelos escoceses.

Patrick Harvie, deputado verde do Parlamento escocês e partidário da independência, já havia admitido “resultados decepcionantes”. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, falou com Alistair Darling, líder da campanha do “não”, para felicitá-lo “por um bom trabalho”.

“ O Reino Unido está salvo”, afirmou Michael Gove, ministro da Educação e um dos integrantes do gabinete britânico mais próximos a Cameron

A apuração foi retardada devido ao alto índice de participação, em torno de 84%, exceto por algumas exceções, como a cidade de Glasgow, onde a participação foi de 75%. No total, 4.285.323 eleitores estavam habilitados: todos os residentes legais na Escócia —britânicos ou não — com idades acima de 16 anos. Os escoceses que vivem no exterior não puderam votar.

>>> POR QUE A #SériePaíses?

#SériePaíses, do Curioso e Cia., tem um básico motivo: abrir os nossos horizontes. Estamos tão acostumados com a rotina brasileira, com o nosso estilo de vida, com o modo de agirmos e vivermos em sociedade. Então por que não conhecer outros países e culturas totalmente diferentes? Essa é a nossa proposta! ;D

Fonte: Wikipédia; Destino Escócia; G1; Clan Mac‘Hamilton; Visit Britain

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