“Fábrica” (Ivan Andrade Guardia)

Prelúdio:

Nessa coletânea dedico valioso período de tempo para reunir algumas de minhas obras mais explicitas e coerentes. Admito me ter restrito a alguns temas, particularmente não enxergo essa característica de modo pejorativo.

Convenho que a literatura fora um vício diretamente vinculado a esses escritos. Escritos que não ultrapassam um abismo de filosofias e sentimentos intransponíveis, o pomposo e o sórdido. Um grito sem voz de mil significados. A doçura do mel e os ferrões venenosos das abelhas.

Tive incontáveis influencias para redigir vários de meus textos: romancistas, poetas, pensadores, jornalistas. Decerto tive várias outras influencias secundárias, porém minhas experiências humanas foram as principais definidoras do coração dessas páginas.

O ambiente em que existo não é um paraíso, meu espírito não se compara ao éter e envelhecer cumpre o dever que lhe cabe com maestria: ser inaturável. Escrevi um vácuo de refúgios, um desabafo sintético, sem expor todo meu alento, sem expor axiomas. Escrevi-o e o supro todo tempo, meu paralelo de agradabilidade.

Não escrevo lá muito filantropicamente, a confissão não satisfaz ninguém além de si.

Contudo não torno a vida mais enfadonha com esses escritos ao contrário do que faz a rotina a que estamos habituados.

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OBS: Texto extraído da obra “Fábrica” do autor: Ivan Andrade Guardia

Outras obras do autor como: Contos Urbanóides, Melvin e mais informações e contatos com o autor, na Lê Cia (Sebo) Av. Coronel João Leite, 16 – Centro – Mogi Mirim.

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